Rio de Janeiro - O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, disse ontem que quer fechar o ano com 100% de aproveitamento nas eliminatórias. Para isso, o treinador vai cobrar dos jogadores a vitória nas partidas contra o Peru, domingo, em Lima, e diante do Uruguai, dia 19, em Curitiba.
Os jogadores se apresentaram ontem a Parreira e iniciam hoje pela manhã a preparação na Granja Comary, em Teresópolis (cidade serrana a 90 km do Rio). ''O grupo está supermotivado, e tenho confiança que a seleção vai se apresentar bem. Temos que pensar grande para ficar em primeiro lugar. Nosso futebol tem condições de superar com vitória os dois rivais'', disse o treinador.
A seleção brasileira é líder das eliminatórias com seis pontos. Em setembro, o time nacional venceu a Colômbia por 2 a 1, em Barranquilla, e o Equador, por 1 a 0, em Manaus.
Para a partida contra o Peru, Parreira tem apenas uma dúvida. Ele ainda não definiu o substituto do meia-atacante Ronaldinho, do Barcelona. O jogador sofreu um estiramento muscular no sábado. Kaká e Alex disputam a vaga. ''Tenho até domingo para decidir e vou observar os treinos nesse período'', disse o técnico.
O lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Real Madrid, também está fora das duas partidas da seleção neste mês. Ele se contundiu na semana passada durante um jogo pela Copa dos Campeões. Júnior, do Parma, será o substituto de Roberto Carlos para o confronto diante dos peruanos.
A terceira gestão de Carlos Alberto Parreira na seleção brasileira é pobre na hora de marcar gols, mas é bastante rica quando precisa evitar gols do adversário.
Em 2003, o time nacional, que ontem se apresentou para os dois próximos jogos das eliminatórias sul-americanas para a Copa da Alemanha, em 2006, foi vazado apenas seis vezes em dez jogos, o que dá média de 0,60 por duelo. Nenhum dos últimos cinco comandos técnicos da seleção, incluindo o próprio Parreira na passagem que culminou com o tetracampeonato mundial em 1994, ostentou uma defesa tão segura.
Quem chegou mais perto foi Luiz Felipe Scolari, com seu 3-5-2. Durante a gestão do técnico gaúcho, o Brasil foi vazado, em média, 0,69 vez por partida. Agora, apesar de manter praticamente o mesmo elenco de seu antecessor, Parreira optou pelo 4-4-2 -e se deu bem. Nas dez vezes que entrou em campo na temporada, a seleção terminou sem sofrer gols em seis oportunidades.

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