São Paulo - Apesar de contar com um elenco temido por quase todos os adversários, é provável que a seleção brasileira esteja aquém de sua forma técnica na estréia contra a Croácia, no dia 13 de junho. E o técnico Carlos Alberto Parreira prefere que seja assim.
  O treinador brasileiro acredita que a seleção precisa crescer gradativamente e não chegar 100% numa competição em que é considerada uma das principais favoritas ao título. ‘‘Não quero que a seleção inicie a Copa no seu ápice. Se for deste jeito, não teremos o que crescer e a tendência é que a nossa equipe caia de produção’’, disse Parreira.
  O treinador lembrou que outras seleções do Brasil evoluíram durante o torneio, como a equipe treinada por Luiz Felipe Scolari, que teve enormes dificuldades para vencer a Turquia por 2 a 1, em seu primeiro jogo, na Copa-02. ‘‘Precisamos descansar, como foi feito no passado. Fomos crescendo aos poucos. Isso se refletiu nos últimos cinco títulos mundiais’’, destacou.
  A ausência de muitas partidas amistosas é encarada com naturalidade pelo técnico da seleção brasileira, que citou a pífia participação da Colômbia na Copa-94 como exemplo a não ser seguido. ‘‘Eles (Colômbia) golearam a Argentina nas Eliminatórias, fizeram inúmeros amistosos e chegaram ao Mundial como favoritos. Erraram e seguer passaram da primeira fase do torneio.’’
  Além de enfrentar o time Sub-20 do Fluminense, o Brasil faz dois jogos amistosos antes de sua estréia no Mundial. Enfrenta o FC Lucerna, amanhã, e a Nova Zelândia, dia 4 de junho. (Folhapress)

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