Parreira já tem o grupo fechado
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quarta-feira, 04 de agosto de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Mais do que anunciar o nome dos 18 jogadores convocados para amistoso com Haiti, dia 18, em Porto Príncipe, o técnico Carlos Alberto Parreira deixou clara, na terça-feira, a intenção de trabalhar com esse grupo até a Copa do Mundo de 2006. Para completar a relação dos 23 número de atletas registrados para a competição , ficariam faltando o goleiro Marcos, os meias Alex e Kléberson, o atacante Luís Fabiano e um lateral-esquerdo, para a reserva de Roberto Carlos. A opção seria entre Júnior e Gustavo Nery.
''Não esperem surpresas. É o que temos de melhor'', disse Parreira, reiterando ontem que apenas em caso de contusão ou de outras questões que fujam ao controle da comissão técnica é que poderá haver mudanças a curto prazo.
Parreira não descartou a possibilidade de alguma jovem revelação vir a integrar a seleção na Copa do Mundo, embora tenha ressaltado que considera remota a hipótese. Chegou a citar o exemplo de Ronaldo no Mundial de 1994. O atleta, então com 17 anos, já despontava como craque, mas não atuou em nenhuma partida.
O treinador da seleção tem uma lista mais ampla, abrangendo cerca de 40 nomes, à qual pode recorrer na eventualidade de perder um dos 23 preferidos. Ele trabalha com a perspectiva de ter a disposição dois jogadores para cada posição.
E, desde já, não esconde seus 11 titulares, com apenas uma dúvida: Dida; Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Gilberto Silva ou Edmílson, Juninho Pernambucano, Zé Roberto e Kaká; Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. Ao longo dos próximos meses, ele pode testar Edu na vaga de Zé Roberto, promovendo um revezamento na posição.
Apesar da excelente participação na Copa América, o goleiro Julio Cesar continuará como terceiro na lista de Parreira. Só um 'acidente de percurso' vai tirar a titularidade de Dida no Mundial de 2006. E Marcos, ausente do jogo com o Haiti por causa de contusão, ainda goza de muito prestígio na comissão técnica da seleção. Um dos critérios mais utilizados por Parreira para definir o time é o currículo do atleta. E ele sempre faz questão de lembrar que o goleiro do Palmeiras esteve impecável na Copa do Mundo de 2002.
Sem medo Jogar no Haiti não assusta os jogadores da seleção brasileira. Pelo contrário, os motivos humanitários do amistoso parecem unir ainda mais o grupo de atletas. ''Queremos ajudar o país, que vive uma situação muito difícil'', disse Roque Júnior, do Bayer Leverkusen.
Para Juninho Pernambucano, do Lyon, a partida tem uma motivação pessoal. É a chance de conhecer pessoalmente o presidente Lula, que vai assistir ao jogo em Porto Princípe. ''Ele é pernambucano, começou de baixo e hoje é o presidente da República'', falou o jogador, que levará a camisa oito do Lyon na mala. Se tiver chance, entregará pessoalmente a Lula.


