Leverkusen, Alemanha - Carlos Alberto Parreira desembarcou na Alemanha, no sábado, e enclausurou a seleção brasileira em um castelinho, o Lebarch Hotel, a 20 minutos de Leverkusen. Fechou o time e deu início ao vestibular para a Copa de 2006. Quem for aprovado na Copa das Confederações, que começa quarta-feira, dia 15 - o Brasil estréia na quinta-feira, contra a Grécia -, terá grandes chances de disputar o Mundial.
Vagas o treinador tem de sobra no grupo da seleção. O terceiro goleiro, por exemplo, ainda não está definido. Gomes, convocado paras a Copa das Confederações, Júlio Cesar (ex-Flamengo, ainda se adaptando ao futebol italiano no Regina) e até Rogério Ceni estão cotados. Nas laterais, Parreira procura reservas para Cafú e Roberto Carlos entre Cicinho, Léo, Belleti e Gilberto.
No meio-de-campo, na turma dos marcadores, também há vagas. Emerson, Zé Roberto e Juninho Pernambucano estão garantidos. Gilberto Silva, Renato e Edmilson (não foi chamado agora, mas faz parte dos eleitos do treinador) têm chances.
''Sei que essa Copa das Confederações é a minha grande chance de conseguir um lugar no grupo'', revelou o volante Gilberto Silva. ''Eu não vinha sendo convocado, fui chamado agora. Esta Copa é a minha última oportunidade. Vou fazer de tudo para ganhar a confiança definitiva do Parreira.''
Não é apenas Gilberto Silva que pensa assim. A maioria dos convocados por Parreira encara a competição como o passaporte definitivo para a Copa do Mundo. A comissão técnica também. O problema do treinador é conciliar a observação sobre os atletas e, ao mesmo tempo, jogar a Copa das Confederações para vencer.
''Esta Copa das Confederações, por tudo que representa, no cenário do Mundial do ano que vem, clima, ambiente, estádios, seria um excelente campo de observação. Este é um dos nossos objetivos. Só que não podemos ficar apenas observando o desempenho dos jogadores, o Brasil tem de jogar para ser campeão'', alertou Parreira.
O técnico disse que o torneio está muito forte, com adversários muito bem qualificados. ''As exigências serão enormes. Ninguém veio aqui para conhecer os estádios da Copa do Mundo. Todos vieram para ganhar, Argentina, México, Alemanha... Só tem advsersário duro, difícil.''

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