Parreira inicia testes nas Confederações
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quarta-feira, 18 de junho de 2003
Wagner Vilaron<br> Agência Estado 
Paris - Sem esconder a preocupação com as eliminatórias para a Copa do Mundo, o Brasil entra em campo hoje, às 16 horas (horário de Brasília), no Stade de France, para enfrentar Camarões, na estréia das equipes pelo grupo B da Copa das Confederações, que reúne também Estados Unidos e Turquia. Para o técnico Carlos Alberto Parreira é a chance de analisar atletas. Para os atletas, a oportunidade de mostrar trabalho e continuar na vitrine.
Os brasileiros enfrentam os americanos na segunda rodada, sábado, em Lyon, e os turcos na terceira, marcada para segunda-feira, desta vez em Saint-Etienne. Os dois primeiros colocados passam às semifinais. A seleção busca também sua segunda conquista (venceu em 1997), além de tentar apagar a má impressão deixada na última edição, em 2001, quando terminou em quarto lugar.
Aliás, o argumento de que o desempenho na França pode definir a vaga na equipe que vai iniciar a disputa das Eliminatórias é o predileto de Parreira. Sempre que pode o treinador faz questão de ''mandar o recado''. Inteligente e observador, já percebeu que um dos passatempos favoritos dos atletas quando estão no hotel é ficar horas na internet acompanhando o noticiário. Assim, ressalta sempre em suas entrevistas a importância da Copa em suas análises, pois sabe que a mensagem vai atingir seu ''público-alvo''.
E dentro do campo a situação não é diferente. Quando convocou o grupo, o técnico brasileiro disse que daria chance a todos. Porém, percebeu certa tendência nos jogadores de relaxar, pois estavam seguros de que, mais cedo ou mais tarde, teriam vez no time. Resultado: definiu montar uma equipe base, titular. Pronto, a briga árdua por posições voltou.
A formação titular será a mesma que venceu por 3 a 0 a Nigéria, em amistoso preparatório realizado no dia 11. A exceção será o atacante Luís Fabiano que, contundido, será substituído por Adriano. ''Pois é, como o Parreira já falou, a idéia é jogar bem aqui para tentar continuar sendo lembrado nas próximas convocações'', afirmou o atacante do Parma, sem dúvidas um dos destaques do grupos nos treinamentos.
Adversário As principais preocupações do treinador brasileiro em relação aos camaroneses é com a força física e bom toque de bola. ''Eles não são bicampeões africanos por acaso. São destaque em um continente onde o futebol tem evoluído bastante'', explicou. ''Vai ser uma partida muito dura. Aliás, as outras seleções do grupo também, basta ver como Estados Unidos e Turquia melhoraram seus desempenhos nas últimas Copas do Mundo.''


