Frankfurt - A apatia da equipe brasileira em campo encontrou eco no banco de reservas. Acostumados com a vibração de Luiz Felipe Scolari em 2002, ou mesmo nas partidas de Portugal nesta Copa, os brasileiros assistiram a um Carlos Alberto Parreira que passou praticamente todo o jogo em silêncio, trocando algumas palavras com o coordenador técnico Zagallo, olhando para o campo. O silêncio foi quebrado apenas por alguns momentos de exaltação, quando pedia o time a pressionar o adversário, ou mais claramente aos 27 minutos do segundo tempo, quando a torcida brasileira no estádio começou a xingar o treinador que assistia passivamente sua equipe caminhar no gramado enquanto segurava Robinho e Cicinho fora do jogo.
A primeira vez que o técnico tentou influenciar sua equipe, que começava a ser dominada pelos franceses, aos 7 minutos do primeiro tempo. Parreira se levantou e pediu para sua equipe se movimentar mais. A descrença do técnico com a atuação de seu time ficou clara no fim do primeiro tempo. Sem a necessidade de qualquer leitura labial, tão criticada por ele, Parreira abanou a cabeça, silenciosamente dizendo ''não''.
No início do segundo tempo, sem ter feito qualquer substituição numa equipe que se arrastava em campo, Parreira começou a se impacientar. Aproximando-se do campo, gritou e gesticulou, claramente pedindo para o time avançar. Inútil. Aos 12, Henry marcava o gol que desclassificou o Brasil. Quando flagrado pelas câmeras, o treinador estava de pé, olhando para o campo, em silêncio.

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