Saint-Etienne - Para prosseguir na Copa das Confederações e evitar o vexame histórico de ser eliminada em uma competição oficial ainda na primeira fase, fiasco que não acontece desde a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, a seleção brasileira só tem uma escolha: vencer a Turquia hoje, às 16 horas (de Brasília), no Estádio Geoffroy Guichard, em Saint-Etienne. Na estréia, os brasileiros foram derrotados por Camarões por 1 a 0. Recuperaram-se sábado, ao bater os Estados Unidos pelo mesmo placar. Agora, vale até fazer mistério para ganhar. O técnico Carlos Alberto Parreira, por exemplo, decidiu esconder a escalação. Brasil e Turquia estão empatados na segunda posição do Grupo B, com três pontos. Porém, os turcos levam vantagem no critério de desempate.
  Se no primeiro, saldo de gols, ambos estão com zero, os europeus levam vantagem nos gols marcados, dois contra um, e por isso jogam pelo empate. O líder é Camarões, com seis e já classificado. Os Estados Unidos, com zero, são os lanternas e estão eliminados.
  A situação do grupo é curiosa. Os camaroneses estão com presença nas semifinais assegurada, porém não necessariamente como primeiros colocados. Os brasileiros, dependendo dos resultados da rodada, podem tanto voltar para casa mais cedo, como se classificar em segundo ou, até, primeiro da chave. Como Camarões tem seis pontos e dois gols de saldo, se o time africano perder para os Estados Unidos, digamos por 1 a 0, e a equipe de Parreira, que tem zero, vencer os turcos por diferença de dois gols, classifica-se como líder da chave.

  Segredo – E o clima mudou na delegação brasileira. Diante da partida decisiva, Parreira modificou seus métodos. Ao contrário do que praticava desde sua volta à seleção, o treinador decidiu fazer mistério em relação ao time titular. Está valendo tudo para evitar a ameaça de vexame. ‘‘Eu sempre antecipei, mas isso não estava determinado em nenhum regulamento’’, brincou. ‘‘Agora resolvi mudar. Não vou falar sobre o time’’.
  O técnico não admite que está escondendo a escalação para confundir o adversário. De acordo com ele, é preciso de mais tempo para pensar em como armar a equipe, já que alguns jogadores estão cansados e outros em tratamento. O caso mais recente é o do meia Ricardinho. Após a vitória sobre os EUA, o atleta do São Paulo reclamou de dores no tornozelo direito, resultado de pancada sofrida durante a partida.

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