Parreira diz que o risco no jogo foi calculado
Colônia - Carlos Alberto Parreira não mudou o discurso, mesmo depois de quase ser surpreendido pelo Japão, ontem, em Colônia. Repetiu que a seleção brasileira veio à Copa das Confederações para avaliar jogadores e que tudo não passou de um risco calculado. O importante, na sua análise, foi classificar o Brasil às semifinais e, ao mesmo tempo, observar 20 dos 23 jogadores convocados.
Contra a Alemanha, no sábado, Parreira disse que vai ter de se virar para formar um time saudável. ''Os jogadores estão exaustos'', explicou o treinador.
''Alcançamos o nosso objetivo na primeira fase da competição. Usamos 20 jogadores em três jogos. O entrosamento ficou prejudicado. Por outro lado, cumprimos uma meta que era avaliar o maior número possível de atletas. O segundo objetivo era garantir a classificação às semifinais. Conseguimos'', disse Parreira, após o empate por 2 a 2 com o Japão.
Mas você não correu risco alterando o time no jogo decisivo contra o Japão? ''Foi um risco calculado. Sempre se corre perigo quando você usa uma competição para tirar conclusões. Falei no início que não iria formar um time e sim, observar jogadores. Controlamos o jogo contra o Japão. Eles conseguiram empatar aos 43 do segundo tempo depois de uma cobrança de falta'', explicou o técnico, sem fazer comentários sobre a péssima arbitragem de Mourad Daami. (A.E.)





