Rio, 07 (AE) - Alvo de chacota por parte dos torcedores de outros clubes, os tricolores podem orgulhar-se do fato de o Fluminense ser o único time do Rio que ainda disputa o Campeonato Brasileiro. O Tricolor está classificado para o quadrangular da Série C do Brasileiro - estréia nessa fase contra o Náutico, quinta-feira. Após três rebaixamentos seguidos
o clube começa a recuperar-se graças ao trabalho do técnico Carlos Alberto Parreira, que aceitou enfrentar o desafio de dirigir uma equipe desacreditada.
Com a sua experiência de técnico campeão mundial, Parreira ensinou os jogadores a ter espírito vencedor, o que faltava ao grupo. O treinador sempre lembra aos atletas que o objetivo do time tem de ser o título da Série C, pois, como clube grande, o Fluminense não pode pensar em menos.
"O importante é a atitude dos jogadores, que têm de correr, jogar e vencer como um time campeão", explicou Parreira. "Por outro lado, não podemos estar preocupados com a torcida e evitar que a ansiedade deixe os atletas afobados." A tranquilidade que o treinador transmite a equipe foi importante quando o time esteve ameaçado de não se classificar para a segunda fase, depois de perder por 3 a 2 para o Anapolina. Apesar das reclamações da torcida e de dirigentes em relação ao seu trabalho, Parreira não se abalou e comandou a recuperação da equipe.
"O Fluminense cresceu na hora certa, como havíamos planejado", contou.
Parreira tem razão. Se na primeira fase, o time teve quatro derrotas, nos playoffs, está invicto. Em todo o campeonato, o Tricolor venceu 10 partidas, empatou duas e perdeu quatro. O ataque do Fluminense marcou 27 gols e a defesa sofreu 15.
A boa campanha fez a torcida proporcionar uma média de 20 mil pessoas nos playoffs nos jogos no Maracanã. Os dirigentes só lamentam o fato de provavelmente não poderem disputar as partidas do quadrangular final no estádio, que está em obras. Hoje, a diretoria do Fluminense reuniu-se com os administradores do Maracanã para analisar se há possibilidade dos jogos ocorreram no estádio.

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