Parreira deseja duelo com espanhóis
Fortaleza - Carlos Alberto Parreira admitiu ontem o desejo de ver em campo o aguardado confronto entre brasileiros e espanhóis, em uma eventual final da Copa das Confederações. Para o coordenador da seleção brasileira, seria interessante observar como se comportariam os dois times, que estão acostumados a se impor diante de todos os rivais.
"Estou torcendo para que esse jogo aconteça, para nós medirmos forças com o melhor time do mundo", declarou Parreira, em entrevista coletiva ainda em Fortaleza, antes do embarque da delegação para Salvador. "A Espanha vai a campo para impor seu estilo. E é isso que o futebol brasileiro sempre fez. Por isso, estou aguardando com ansiedade por esse confronto."
Na avaliação de Parreira, o crescimento recente da seleção brasileira nos últimos jogos, com uma série de três vitórias consecutivas, aumenta a expectativa para um possível confronto com a Espanha na Copa das Confederações. Para ele, será um importante modo do time do Brasil medir forças com os espanhóis, que são os atuais campeões mundiais e bicampeões europeus.
"Do nosso primeiro jogo contra a Inglaterra, de fevereiro até hoje, foi um crescimento brutal desse time. A nossa equipe está num processo de formação. E acho que vem dando passos bem largos", avaliou, sem minimizar o poderio dos espanhóis. "A Espanha leva vantagem de estar com o time formado há mais tempo que o nosso. Não temos medo do futebol espanhol, mas respeitamos seu futebol."
Parreira, contudo, fez questão de ressaltar que, por enquanto, o duelo com a Espanha é apenas um desejo. Ele avisou que o Brasil pensa apenas no próximo confronto na Copa das Confederações, sábado, contra a Itália, em Salvador. E, depois, ainda terá a semifinal, cujo adversário ainda não está definido. "Não podemos perder o foco: primeiro, precisamos passar pela semifinal", alertou.
Falando, então, do próximo compromisso, Parreira tratou de elogiar a Itália, que, sob o comando do técnico Cesare Prandelli, adotou um estilo de jogo diferente de suas tradições, agora mais técnico e ofensivo. "A Itália mudou, tem um conceito diferente. Jogadores mais técnicos, jovens e rápidos", afirmou. (A.E.)





