Teresópolis - Embora o técnico Carlos Alberto Parreira não anuncie a escalação do Brasil, para enfrentar a Venezuela, no sábado, em Maracaibo, a equipe titular só depende da confirmação cada vez mais provável de Ronaldo para ser definida. No minicoletivo realizado ontem à tarde, sob chuva intensa e frio de 11 graus na cidade serrana de Teresópolis, o zagueiro Juan e o meia Kaká confirmaram presença no time.
''O Juan foi muito bem na Copa América e nos últimos jogos. Gosto do Lúcio, mas pesa também o entrosamento'', justificou Parreira, referindo-se ao fato de Juan e Roque Júnior, o outro titular da seleção, jogarem juntos no Bayer Leverkusen, da Alemanha.
No ataque, com Kaká e Ronaldinho Gaúcho entre os titulares, Adriano treinou na vaga de Ronaldo obrigado a fazer um trabalho à parte, em outro campo.
Na manhã de hoje, Ronaldo participa do treino coletivo. Será o teste final. Se sentir alguma dor na coxa direita, onde sofreu contratura muscular, vai ceder lugar a Adriano.
No minicoletivo de ontem, com espaço reduzido de campo, os reservas venceram os titulares por 3 a 2. Ronaldinho Gaúcho e Juninho Pernambucano marcaram para o time principal, enquanto Edu, Luís Fabiano e um júnior do Flamengo, Lima, descontaram.
Por causa do frio, Parreira não quis estender o treino e disse que ficou satisfeito com o rendimento dos atletas. ''Mostraram boa velocidade. A minha preocupação era com o ritmo, com a pegada, a retomada de bola. E nisso, o trabalho foi correspondido'', avaliou.
Parreira nem esperou a conclusão de uma pergunta na entrevista coletiva, a respeito de um suposto planejamento da comissão técnica de o Brasil conquistar pelo menos sete dos nove pontos que disputará pelas Eliminatórias da Copa ainda este ano depois do jogo com a Venezuela, enfrentará a Colômbia, dia 13, e o Equador, em novembro. ''Quero os nove pontos, vencer os três, não tem essa de pensar em empatar'', avisou.
O objetivo da seleção é evitar o que ocorreu nas duas últimas Eliminatórias, quando o Brasil só se classificou para o Mundial na última rodada. ''Nada de sufoco desta vez'', afirmou Parreira.
De acordo com o técnico, o futebol da Venezuela evoluiu bastante recentemente, mas não a ponto de servir como alerta ao Brasil. ''Não ameaça a nossa supremacia. Não existe medo. Mas também não é a moleza que era há 10 anos'', revelou.
Viagem A seleção segue hoje, às 14 horas, para Maracaibo, em vôo fretado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na cidade litorânea da Venezuela, local do jogo de sábado, a equipe treinará apenas uma vez, na véspera da partida.
Venezuela O atacante venezuelano Juan Arango afirmou ontem que sua seleção pode vencer o Brasil. ''É possível ganhar jogando futebol, pressionando e tendo personalidade. Se toda a equipe estiver bem e com um pouco de sorte, podemos vencer'', afirmou o atacante, em entrevista à imprensa de seu país.
O jogador venezuelano, que joga no espanhol Mallorca, minimizou o favoritismo dos brasileiros, já que a Venezuela joga em casa, em Maracaibo, e vem mostrando um excelente nível nos últimos jogos. ''O Brasil vem para ganhar, mas, desta vez, terá mais precaução. Isso nos faz pensar que podemos conseguir um bom resultado e fazer história'', disse Arango, artilheiro da Venezuela no classificatório (três gols).
Os venezuelanos estão em sexto lugar na competição, com dez pontos, seis atrás da equipe brasileira, que lidera. A Argentina aparece em segundo, com 15, e o Paraguai está em terceiro, com 14.

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