Parreira continua prestigiado pela CBF
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segunda-feira, 23 de junho de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A diretoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reagiu com tranquilidade à eliminação da seleção na Copa das Confederações. O presidente-interino, Nabi Abi Chedid, e o secretário-geral, Marco Antônio Teixeira, assistiram ao jogo do Brasil com a Turquia na sede da entidade. Lamentaram o empate e a desclassificação, mas deixaram claro que o técnico Carlos Alberto Parreira continua recebendo o apoio da CBF.
Marco Antônio gostou, sobretudo, da apresentação do Brasil no primeiro tempo e ficou irritado com a arbitragem, alegando que o juiz Markus Merk deixou de marcar um pênalti em Alex. Os dois dirigentes lembraram que Parreira não pôde levar para a França vários campeões do mundo e recentes revelações do futebol brasileiro.
Chedid chegou até a minimizar o torneio. ''O Brasil foi à Copa das Confederações mais para prestigiar a Fifa, se não fosse, você acha que a competição seria realizada?'', prosseguiu o presidente.
Velho Lobo Zagallo não sabia bem o que dizer ontem, quando deixava o estádio após o empate com a Turquia. De cabeça baixa, como todos os demais integrantes da delegação brasileira, o coordenador-técnico se esforçava, e muito, para tentar passar uma imagem de otimismo. Em vão. Sua expressão contrariava completamente as palavras.
Ao mesmo tempo que procurava ser cordial e ético ''não vou apontar culpados em um momento com este'' , o ''Velho Lobo'' deixava transparecer algumas impressões. A primeira é a decepção com alguns atletas. Zagallo esperava mais e, embora não diga, os jogadores de ataque não corresponderam às expectativas dele e da comissão técnica. Embora tenham passado boa parte do tempo reclamando dos fortes sistemas defensivos que tiveram de enfrentar, no fundo lamentavam o desempenho ofensivo. Como consolação, apegou-se ao fato de ter observado alguns nomes.


