Parmalat reage e proíbe a greve de Paulo Nunes
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
O diretor de Futebol da Parmalat no Brasil, Paulo Angioni, reagiu ontem às declarações do atacante Paulo Nunes que ameaça não entrar em campo até que uma dívida de US$ 700 mil lhe seja paga pelo Benfica, clube português onde estava até se transferir para o Palmeiras. O dirigente afirmou ontem que o Benfica não tem como alegar inocência no episódio e reafirmou que a empresa está realmente comprometida a ajudar o jogador a resolver o problema, mas faz uma ressalva. Estamos dando total apoio jurídico ao atleta, mas, por causa do problema, ele não pode deixar de cumprir seu contrato com o Palmeiras.
Angioni afirmou que ontem mesmo conversou com o atleta para ratificar o apoio da empresa no caso, além de explicar-lhe que ele não pode recusar-se a entrar em campo, enquanto o Benfica não saldar a dívida.
Paulo Nunes ameaça não jogar pelo Palmeiras, alegando que a Parmalat, patrocinadora do clube paulista, se comprometera com ele a tentar resolver o problema. O atacante, que está treinando com o alviverde em Serra Negra, explica que a dívida corresponde a salários, luvas e gratificações de quase um ano que atuou em Portugal, em 1997. Eu tinha um contrato de US$ 1,1 milhão com o Benfica, que me pagou apenas US$ 400 mil, diz o atacante.
Por intermédio do seu procurador, o empresário gaúcho Gilmar Veloz, o atacante entrou na Fifa com uma ação contra o Benfica. O clube português tinha até domingo para se defender.
Ainda fora de forma, Paulo Nunes treinou na equipe reserva no primeiro coletivo do Palmeiras, ontem, em Serra Negra. Hoje, o alviverde faz amistoso contra o Amparo.


