Agência Estado
De São Paulo
A Parmalat não pretende mudar a diretriz dos seus investimentos no futebol brasileiro, por causa da Medida Provisória (MP) assinada sexta-feira pelo governo, proibindo que uma mesma empresa patrocine ou administre dois ou mais clubes no País. A multinacional, que há sete anos mantém um contrato de co-gestão com o Palmeiras, patrocina um outro clube da Série A do Brasileiro, o Juventude-RS, e tem ainda o controle de 100% na administração do Etti Jundiaí, da Série A-2 do futebol paulista.
Para o advogado da Parmalat, e ex-diretor de Futebol do Palmeiras, Gilberto Chipullo, a empresa não será atingida com a decisão. ‘‘De acordo com a constituição nacional, nenhuma lei pode ser aplicada retroativamente’’, disse Cipullo. O advogado garantiu que não montou nenhuma estratégia para defender os interesses da multinacional. Antes ele terá de analisar todos os detalhes da MP, após sua publicação no Diário Oficial.
O diretor de Futebol da Parmalat, Paulo Angioni, disse que vai esperar um relatório do departamento jurídico da empresa para definir o caminho da sua administração no Palmeiras. O contrato de co-gestão entre a empresa e o clube vence no fim do próximo ano.
Cariocas apóiam – Os presidentes dos principais clubes do Rio manifestaram apoio à MP que proíbe o controle de duas ou mais associações esportivas por uma mesma empresa. ‘‘Essa medida é bem-vinda, pois favorece o esporte’’, afirmou o presidente do Flamengo, Edmundo Santos Silva, O presidente do Botafogo, José Luiz Rolim, concorda com Edmundo. O presidente do Vasco, Antônio Soares Calçada, descarta a possibilidade de manipulação de resultados. Já o presidente do Fluminense, David Fischel, teme que o clube possa ser prejudicado. Ele explicou que o clube está negociando um contrato com uma empresa que já tem parceria com outros grandes clubes, sugerindo que a negociação fosse com a Hicks&Muse.

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