Jundiaí - A ‘‘Era Parmalat’’ no futebol brasileiro chega ao seu final de maneira inesperada, com a saída da empresa do Etti Jundiaí. Os investimentos do grupo italiano no Brasil começaram em 1992 no Palmeiras, clube ligado à colônia italiana.
A parceria com o Palmeiras se transformou no maior projeto de marketing para a empresa no País, além de trazer elevados lucros, principalmente com a negociação de jogadores. O clube do Palestra Itália aproveitou o sucesso do acordo para conquistar títulos importantes como o Campeonato Paulista (três vezes), o Brasileiro (2) e até a Libertadores (1).
No início, a filosofia da Parmalat era simples: contratar promessas para revendê-las com lucro. Administrada com profissionalismo, a fórmula funcionou e todos - empresa e clube - tiraram proveito. Vários craques fizeram parte deste esquema, como Rivaldo, Roberto Carlos, Edílson, Djalminha e Luizão - todos saíram de equipes do interior de São Paulo. Eles eram comprados a bons preços dentro do mercado nacional, mas eram vendidos por milhões de dólares ao exterior. Roberto Carlos, por exemplo, custou US$ 600 mil aos cofres da empresa, mas foi negociado para o exterior por US$ 4 milhões. Os lucros são não podem ser conhecidos, oficialmente, porque a empresa e o clube nunca divulgaram os números com clareza.

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