Parmalat apóia permanência de Scolari
disse o diretor de Futebol do Palmeiras, Sebastião Lapola." Pedimos garantia para o governo colombiano, que nos atendeu em todos os detalhes."Por Dinoel Marcos de Abreu Cali - Ao encerrar na segunda-feira os dois anos de contrato com o Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari ganhou o apoio da Parmalat, empresa que patrocina o time, para acertar sua permanência no Parque Antártica por mais uma temporada ou até o fim do ano. Embora o treinador não admita falar sobre o assunto antes do fim do encerramento da participação do Palmeiras na Taça Libertadores, Copa do Brasil e Campeonato Paulista, o diretor de Esportes da multinacional, Paulo Angioni, afirmou hoje em Cali, que, independentemente do resultado da equipe nas três competições, o plano da empresa é renovar o contrato do treinador. O dirigente ressaltou que a Parmalat só não acertou a situação ainda, porque Scolari pediu para deixar o problema para ser resolvido no fim do mês. "Mas tanto o pensamento da empresa como a minha decisão pessoal é pela permanência de Scolari no Parque Antártica." O presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, que chefiou a delegação na Colômbia, afirmou hoje em Cali que o assunto realmente será discutido com o técnico após o primeiro semestre. "Não cobramos resultados", disse o dirigente. "Muitos treinadores perdedores continuaram no clube, como outros ganhadores também não ficaram, portanto, o futuro do futebol do Palmeiras discutiremos posteriormente." Apesar de encerrado o contrato com o clube, o treinador ficará no Palmeiras até o fim do semestre, de acordo com o acerto que ele fez com os dirigentes. Scolari deverá continuar no Palmeiras pelo menos até dezembro, principalmente se o time ganhar a Libertadores, o que garante a participação do clube brasileiro na decisão do Mundial Interclubes contra o Manchester United, da Inglaterra, no fim do ano, no Japão. Scolari, que lamentou a falta de um bolo para comemorar os dois anos de contrato com o Palmeiras, recusou há dias uma proposta do Betis, da Espanha, que queria levá-lo para o futebol espanhol. Com a permanência de Scolari, o preparador físico Paulo Paixão e o auxiliar-técnico Flávio Teixeira deverão também continuar no Parque Antártica. O treinador afirmou que o maior objetivo do Palmeiras no ano é a conquista da Taça Libertadores da América. "O jogo em Tóquio é consequência do título sul-americano, que o Palmeiras sempre sonhou e por duas vezes perdeu na decisão", disse Scolari. "Mas posso garantir que o time que jogar contra o Manchester United vai ter muita dificuldade, porque trata-se de uma equipe bastante competitiva, que sabe usar a força." O treinador disse que a decisão do Mundial Interclubes terá a arbitragem de um juiz europeu. "É outra dificuldade que a equipe sul-americana irá enfrentar." Para o clássico contra o Santos, sábado, no Morumbi, pelas semifinais do Paulista, Scolari antecipou que deverá escalar sua equipe principal. Por causa do adiamento do jogo contra o Botafogo, pelas semifinais da Copa do Brasil, e a confirmação da segunda partida contra o Deportivo Cali, pelas Libertadores, para o dia 16, o treinador admitiu que terá mais tempo para armar a equipe. "Mas não sei até quando poderia escalar a mesma equipe em vários jogos, porque se passarmos pelo Santos e Botafogo, teremos nova sequência de jogos pela frente." TENSÃO - A presença do Palmeiras em Cali exigiu muita atenção da polícia local e do exército. Foi montado um verdadeiro aparato militar para dar segurança ao time brasileiro na cidade colombiana. Cerca de 300 soldados do exército e da polícia acompanharam a delegação do Aeroporto Eldorado de Cali até o hotel Intercontinental, local da concentração do Palmeiras. A cidade estava num clima tenso, por causa da ação do grupo de esquerda Exército de Libertação Nacional (ELN), que na sexta-feira sequestrou mais de 100 pessoas, que estavam na Igreja Santa Maria de Cali. Segundo informações do governo, cerca de 50 a 60 pessoas ainda estão em poder do ELN. O hotel foi constantemente vigiado pelo exército e a polícia. No quinto andar do Intercontinental, reservado para os jogadores e integrantes da comissão técnica, três soldados do exército armados de metralhadoras fizeram a segurança da delegação durante a permanência do Palmeiras no hotel. O Palmeiras levou três seguranças, que são funcionários do clube em São Paulo. Eles contaram com o auxílio de mais 10 seguranças da Parmalat, filial da Colômbia. "Tomamos todas as precauções"





