Parlamentares pedem que CBF confisque cargo
Agência Estado
e Redação
O deputado federal Aldo Rebelo (PC do B-SP) enviou ontem ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, uma carta pedindo o afastamento de Onaireves Moura da chefia da delegação brasileira. Ele alega que o presidente da Federação Paranaense não tem idoneidade para ocupar o cargo.
A carta é subscrita também pelos deputados José Genoíno (PT-SP), Miro Teixeira (PDT-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP) e Vivaldo Barbosa (PDT-RJ). A notícia chegou depois que a entrevista da Folha com Onaireves havia sido feita. Procurado no início da noite, ele não foi localizado.
Onaireves já esteve envolvido em diversos escândalos, geralmente relacionados à cooptação de políticos. O mais marcante culminou na cassação de seu mandato de deputado federal, em 1993.
Presidente do PSD, foi acusado pelo hoje senador Álvaro Dias (PSDB) de coordenar a compra de deputados, por US$ 50 mil, com o objetivo de aumentar o tempo da legenda no rádio e na TV. Perdeu o mandato, junto com o colega Nobel Moura, de Rondônia.
Além disso, a briga com Álvaro Dias - então filiado ao PP - trouxe-lhe prejuízo financeiro. Em novembro passado, Onaireves foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar uma indenização de R$ 100 mil a Álvaro Dias, por ter feito, em 93, declarações consideradas ofensivas à honra do hoje senador.
Um ano antes da cassação, o dirigente se viu envolvido em outro escândalo. Desta vez, referente ao processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello (PRN). Onaireves foi acusado por políticos anti-Collor de oferecer jantares para congressistas em sua casa, em Brasília, na tentativa de reverter o placar desfavorável ao ex-presidente.
Ontem, ele negou as duas acusações. Foi a cassação mais sumária que se fez na história do Brasil, durou só nove dias. Fui cassado porque comecei a incomodar e isso gerou muitos ciúmes.





