Parker Johnstone e a opção da Green
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sexta-feira, 22 de novembro de 1996
José Emílio Aguiar 
O americano Parker Johnstone deverá ser o novo piloto da equipe Green de Fórmula Indy e poderá levar com ele o motor Honda. A notícia do desligamento de Johnstone da equipe Comptech causou surpresa nos Estados Unidos. O piloto ainda não anunciou por que time correrá, mas é quase certo que a saída da Comptech, onde correu por 11 anos, na Indy e em outras categorias, se deva a uma oferta milionária da British American Tobbacco, dona da marca Kool, patrocinadora da Green.
A Kool investirá US$ 12 milhões na equipe de Barry Green e quer um piloto de renome nacional. Depois de tentar Michael Andretti, Robby Gordon e Scott Pruett, sem sucesso, chegou a cogitar a volta de Nigel Mansell às pistas. Mas a solução possível é Johnstone, um piloto sem brilho, mas com experiência de duas temporadas na Indy. Johnstone tem como melhores resultados uma pole em Michigan e um segundo lugar em Long Beach.
A contratação do americano poderia valer para a Green o motor Honda. Johnstone é muito amigo do presidente da filial norte-americana da empresa e foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento do motor.
A saída de Johnstone da Comptech abre uma vaga para Roberto Moreno, que até agora não definiu o futuro. Mas o favorito a ocupá-la é o canadense Scott Goodyear. A Bettenhausen já definiu seu piloto: será o canadense Patrick Carpentier, campeão da F-Atlantic, que ganhou a vaga num teste contra o campeão da F-3.000 Jorg Muller e o ex-piloto de testes da McLaren Alan McNish. O campeão da Indy Lights, David Empringham, poderá formar uma dobradinha canadense com Greg Moore na equipe Forsythe. A Hogan/Penske pode fechar caso Émerson Fittipaldi confirme a aposentadoria.


