Park golf: um passatempo diferente
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sábado, 29 de agosto de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Esporte e lazer. Enquanto os jovens correm atrás de títulos e recordes para ganhar notoriedade e virarem atletas, os mais velhos utilizam as atividades esportivas como passatempo e fonte de saúde. Um grupo de 60 idosos se reúne todas as tardes, na Associação Cultural e Esportiva Londrinense (Acel), para jogar o park golf, uma variante do criquet e do golfe tradicional que surgiu no início dos anos 80, na província de Hokaiddo, no Japão.
O bancário aposentado Jorge Akira Kimura, de 66 anos, resolveu aderir à moda do park golf há quatro anos em companhia da esposa, a professora aposentada Luiza Kimura. Conforme explica, o campo é dividido em quatro estágios (A, B, C e D) com uma extensão de 500 metros cada, com nove buracos separados por um distância que varia entre 25 e 90 metros.
De acordo com Kimura, as únicas diferenças com relação ao golfe são tamanho e peso do taco e algumas regras, mas o objetivo é o mesmo: completar os percursos com o menor número de tacadas. ''Dá para andar por tarde uma média de 2 mil metros'', afirmou à reportagem, entre uma partida e outra.
Dentre os praticantes mais antigos está o aposentado Seijiro Hasizume. O septagenário conta que conheceu a modalidade há seis anos e percebeu que nos últimos tempos o número de adeptos aumentou em pelo menos um terço. ''Para quem mora em apartamento vir aqui é uma terapia e tanto. O esporte serve para desestressar e sinto meu organismo mais leve'', conta.
''A origem é o Japão e há noves anos o esporte chegou em Londrina, que possui um dos campos mais antigos do Brasil. Hoje, o park golf está em fase de difusão e já existem campos em cerca de nove cidades'', explica Kimura. A denominação dos adeptos do esporte é 'parkers' e o aposentado destaca que não é necessário um número mínimo de pessoas, como nos esportes coletivos, para poder jogar.
Quando Luzia Kimura começou a participar, a timidez e o medo de aprender faziam com que passasse maior parte do tempo conversando com outros idosos. Depois que entrou no embalo percebeu que o park golf faz ''muito bem para a saúde''. ''Venho todos os dias, ao invés de fazer academia. É uma prática saudável ao ar livre e aumentou muito a nossa relação social e amizades'', afirma.
Outro detalhe que a sexagenária destaca é a possibilidade de encontrar a estrutura para a prática do park golf pronta. Segundo ela, há 10 anos os pioneiros tiveram que trabalhar na construção e formação do campo. ''Nós pegamos tudo de mão beijada. Agora é só zelar, porque tivemos a felicidade de encontrar o campo pronto''.
Kimura aponta que além de Londrina, cidades como Castro, Carlópolis, Curitiba, Ponta Grossa e Atibaia, no estado de São Paulo, possuem campos do park golf. Ele afirma que existem torneios anuais e o último encontro foi em Curitiba, ocasião que inauguraram o campo após uma reforma e reuniram quase todas as agremiações do Brasil.


