Paris-Dakar enfrenta campo minado no deserto
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quarta-feira, 07 de janeiro de 2004
Das Agências 
Como não se bastasse a preocupação com pneus, motores, combustíveis e a atenção redobrada para não errar o caminho, os competidores do Rali Paris-Dakar terão uma dor de cabeça a mais hoje. Eles vão atravessar a fronteira do Marrocos com a Mauritânia, onde fica o chamado 'Muro', que já foi palco de disputas entre os dois países. A região é repleta de minas e os pilotos de motos, carros e caminhões não podem correr o risco de sair da rota determinada pela organização. Caso contrário o risco de explosão é grande.
A etapa desta quarta-feira terá o maior deslocamento do rali deste ano, com 1.055km no total, sendo 701 cronometrados. O trecho terá todo tipo de terreno, com pista de terra, areia e dunas. A moto mais rápida deverá fazer o trecho em pelo menos sete horas.
O brasileiro André Azevedo manteve a terceira colocação da categoria caminhões, ao terminar a etapa de ontem, entre Quarzazate e Tan-Tan (Marrocos), em quarto lugar. Agora, Azevedo tem 26min29 de desvantagem para o líder da competição, o russo Vladimir Tchaguine. O belga Gerardus De Rooy chegou em segundo lugar na etapa desta terça-feira e manteve a mesma posição no geral, 6min14 atrás de Tchaguine.
O espanhol Isidre Esteve Pujol manteve a liderança da categoria motos, ao terminar a sexta etapa na segunda colocação. Pujol agora tem 1min54 de vantagem para o espanhol Juan Roma, que venceu o estágio de ontem. O brasileiro Jean Azevedo ficou em 14º lugar, 22min38 atrás do vencedor. Com isso, o brasileiro subiu da 14 para a 12 colocação na classificação geral.


