Parcerias são a bola da vez
Para se manterem vivos sem a transformação em clube-empresa, muitas equipes buscam parceiros para gerenciar o departamento de futebol. A maior prova do futebol brasileiro é o Corinthians, que deu amplos poderes à MSI. No interior não é diferente. O Ipatinga que o diga. Graças à ajuda do Cruzeiro, o clube foi campeão e vice mineiro e subiu para a Série B do Brasileiro.
No interior de São Paulo, os times ascendentes possuem parceiros fortes. O Marília deixou a Quarta Divisão paulista para voltar à elite estadual e chegar à Série B nacional graças à empresa American Sports. O rival Noroeste vem seguindo o mesmo caminho com ajuda financeira da Kalunga.
Fundado em 1909, o Rio Claro vai participar da elite do futebol paulista pela primeira vez nesta temporada. A principal aposta da diretoria é uma parceria com a empresa de marketing e gestão esportiva New Time Sports, que viabilizou o aporte financeiro da equipe do interior.
No Paraná, o Iraty é um exemplo. A SM Sports, de propriedade do presidente do clube, Sérgio Malucelli, é quem administra o futebol profissional. Para 2007, a empresa fez uma parceria nos mesmos moldes também com o Rio Branco, de Paranaguá.
No Londrina, a parceria no profissional com o Grupo Massa não vingou. No entanto, o time disputa a Copa São Paulo de Juniores com a maioria dos jogadores pertencentes à empresa. Porém, tem que se sujeitar às imposições dos parceiros, como a escolha do treinador e a escalação de alguns atletas. No Cascavel, além da ajuda de ex-jogadores, o clube ainda conta com o apoio da empresa do lateral Beletti, do Barcelona. (T.M.)





