Parcerias resgatam vôlei londrinense
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Desde que retornou da Itália, onde atuou até 2007 na equipe da cidade de Terni, o técnico de vôlei Ronivaldo Marques, o Fumaça, vinha buscando retomar o seu trabalho como treinador de equipes masculinas em Londrina. No ano passado ele relata que encontrou muitas ''portas fechadas'' e nenhuma oportunidade nos clubes.
Este ano a situação se inverteu, as portas se abriram e Fumaça está atuando em quatro frentes: coordena os treinos da seleção masculina Sub-18 de Londrina que se prepara para os Jogos da Juventude do Paraná (Jojups), em setembro; é técnico das equipes do Grêmio Londrinense, onde também mantém uma escolinha de iniciação; integra um projeto social de vôlei no Colégio Estadual Marcelino Champagnat, onde são garimpados talentos para a equipe principal da cidade; e ainda dá aulas de Educação Física no Colégio Estadual José de Anchieta.
Sua principal atividade é, sem dúvida, o treinamento das equipes masculina infanto-juvenil (15/16 anos) e juventude (17/18) no Grêmio, clube que firmou parceria com a equipe e com o Instituto Vagner Nunes, que representa os projetos de vôlei masculino e feminino de Londrina na Fundação de Esportes (FEL). Com os projetos aprovados, Fumaça terá R$ 48 mil à disposição para usar durante o ano para as equipes masculinas e Reginaldo Asai terá outros R$ 48 mil para os times femininos. O Instituto Vagner Nunes pertence ao ex-volante londrinense Vagner (ex-São Paulo e Celta de Vigo) e tem apoiado não só o vôlei, mas também outras modalidades.
Boa parte do recurso é usada, segundo Fumaça, para fornecer uma ajuda de custo de até R$ 150 a cerca de 15 garotos que treinam para defender Londrina nos Jojups. ''Damos o valor para custear parte do que os atletas gastam com cursinho ou faculdade. Já os que ainda estão no Ensino Médio recebem bolsa de 80% a 100% do Colégio Ateneu, o que é um grande estímulo para eles'', ressalta o técnico.
Mas Fumaça está à procura de outro parceiro para conseguir mais R$ 1,2 mil/mês, o que viabilizaria a manutenção de uma ''casa do atleta'', para abrigar seis a sete garotos que moram em cidades da região e têm que deslocar três vezes por semana para virem treinar em Londrina (veja matéria ao lado).
Seu projeto visa atender adolescentes desde os 12 anos de idade - meninos e meninas - para garantir renovação permanente. ''Assim aparecem naturalmente substitutos, à medida que os atletas que atingem 18 anos têm que deixar as competições'', comenta. No Grêmio, as escolinhas são às terças e quintas-feiras, das 14 às 16 horas. E no Colégio Champagnat (gratuitas) são de segunda a sexta-feira, das 18 às 20 horas, sob o comando de Fumaça e também do treinador Nei Inácio.


