Parceria pode ser uma luz para o LEC
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segunda-feira, 12 de março de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Eliminado do restante do Campeonato Paranaense, com os cofres vazios há muito tempo e longe das competições nacionais pelo segundo ano consecutivo, o Londrina pode encontrar uma luz no fim do túnel em Apucarana. Com o rebaixamento do Roma para a Segundona, abriu-se a brecha que a diretoria do Tubarão esperava para se juntar ao time e surgir o Roma/Londrina.
Publicamente a história é apenas boato. No entanto, nos bastidores, o namoro é antigo. Há anos o presidente do Roma e um dos donos do clube, João Vilson Antonini, o Kiko, deixa evidente o seu desejo de mudar para Londrina. Já pediu o clube em casamento algumas vezes e sempre ouviu um não. Agora, está perto do sim.
Há anos o Tubarão procura um parceiro para dividir as despesas. Agora, o Roma se tornou ainda mais atrativo, pois tem as vagas na Série C do Brasileiro deste ano e na Copa do Brasil do ano que vem. ''Possibilidade existe, afinal, sempre tive uma queda por Londrina. As portas estão abertas para uma conversa, mas ainda não fui procurado'', desconversou Kiko, deixando escapar seu descontentamento com Apucarana, principalmente pelo abandono do Estádio Bom Jesus da Lapa. ''A falta de apoio lá (em Apucarana) é muito grande''.
O Roma tem três sócios. Além de Kiko, os empresários Sérgio Kowalski e Vítor Nasser também respondem pelo clube. Mesmo tentando despistar, Nasser também não fez questão de esconder o desejo de mudança. ''Até agora não estou sabendo de nada. Nossa situação ficou difícil agora (com o rebaixamento). A cidade de Londrina não tem comparação, mas acabamos de cair e ainda não pensei nisso'', despistou.
Kiko está em São Paulo e retorna amanhã para Apucarana. À tarde, os sócios se reúnem para definir o futuro do clube. Coincidentemente amanhã o presidente do Londrina, Peter Silva, deve conceder uma entrevista coletiva para anunciar como fica o Londrina neste restante da temporada.
Peter passou o dia de ontem entrando e saindo de reuniões, segundo ele próprio e segundo a assessoria de imprensa do clube. Com tantos compromissos, não teve tempo para atender a reportagem antes do fechamento desta edição.
Entre as reuniões, uma foi com o departamento de futebol, parte decisiva para a definição dos planos. A grande dúvida é quanto a permanência do coordenador de futebol, Sidiclei Menezes, que pode sair.
Ao site oficial do LEC, Peter afirmou que o time merecia ter ido mais longe. ''Tecnicamente tínhamos condições de estar entre os oito, mas futebol é isso mesmo. Paciência''.
Por ora, o time tem apenas a Copa Paraná para disputar, mas apenas no segundo semestre. Até lá, o jeito é cortar despesas. ''A idéia é segurar os principais jogadores e reforçar com destaques de outros times do Paranaense. O que pode acontecer é emprestar alguém para aliviar a folha, mas eles retornam em julho'', garantiu.
O primeiro a sair foi o goleiro Nei, que ontem rescindiu o contrato e se transferiu para o Vitória-BA. O técnico Mauro Madureira também foi embora, mas pode retornar no segundo semestre.


