Parceria Corinthians-MSI é aprovada e torcida protesta
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de novembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A novela durou mais de três meses e teve, na noite de terça-feira, se não o último, um de seus capítulos decisivos: o Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou a parceria com a Media Sports Investiment (MSI). A oposição, inconformada com o resultado, tentou melar a reunião saindo momentos antes da votação, mas não obteve êxito.
O conselheiro Romeu Tuma Júnior, contrário ao acordo, se aproveitou de um erro do presidente do conselho, José de Castro Bigi por engano, deu por encerrada a assembléia antes de conhecer o voto dos presentes , e deixou o salão seguido de 15 outros conselheiros. Bigi, no entanto, retomou os trabalhos, nos quais a maioria absoluta aprovou a parceria. O resultado é uma vitória do presidente do clube, Alberto Dualib, e sua turma. A comemoração dos cartolas varou a madrugada.
O conselheiro Rubens Aprobatto Machado disse que a decisão não tem nenhuma validade e diz que terá de ser marcada nova reunião do Conselho para votar a parceria.
O resultado começou a ser construído a partir das 18 horas, no encontro do Conselho de Orientação, que não levou em conta a argumentação dos opositores e, por 13 votos a 5 (com uma abstenção) deu o parecer favorável à união com a MSI. O vice-presidente de Futebol, Antonio Roque Citadini, que viu sua influência ser bastante reduzida, foi voto vencido.
Em outras palavras, uma senhora vitória da situação, do presidente Alberto Dualib e do empresário iraniano Kia Joorabchian, que passa a ser o homem forte corintiano. Até o fim de 2005, a MSI desembolsa US$ 35 milhões, US$ 20 milhões para o pagamento de dívidas e US$ 15 milhões para a formação do (vagamente prometido no contrato) ''supertime corintiano''.
A parceria foi aprovada, mas se engana quem pensa que a oposição vai ficar calada. Inconformado com resultado, Tuma Júnior declarava em alto e bom som: ''Nesta quarta-feira mesmo vamos levar o Corinthians e a MSI para a Justiça.'' Tuma, como a conselheira Marlene Matheus e outros cartolas da oposição, não conseguiam digerir o resultado.
Organizadas - As torcidas organizadas do Corinthians estão 'fechadas' na batalha contra a parceria. Gaviões, Camisa 12, Coringão Chop, Estopim e Pavilhão 9 estiveram na terça-feira à noite em frente ao portão principal do clube manifestando-se contra o acerto. As organizadas repudiam quatro pontos do documento: poder de decisão maior para a MSI (51%), a longa duração do acerto (10 anos), o 'baixo' valor do contrato (US$ 35 milhões), a pequena representatividade do clube na dobradinha (dois diretores).


