Os parceiros do Londrina no Módulo Amarelo da Copa João Havelange, os empresários paulistas Ciro Antônio Rios e Roberto Campi, novamente não deram sinal de vida ontem. Responsáveis pela manutenção do time na Copa JH, Rios e Campi prometeram na semana passada ‘‘uma surpresa’’ para a última segunda-feira. Entretanto, ambos desapareceram da cidade. O apartamento onde residiam já foi entregue à imobiliária. Os telefones celulares de ambos não respondem. ‘‘Eu sou a solução; desabafa’’ – é a frase lacônica dita por Rios na secretária eletrônica.
Com isso, crescem a expectativa e o receio de que os jogadores possam ficar sem receber os salários a quem têm direito. O único dirigente à frente do clube é Agostinho Miguel Garrote, que assumiu a presidência do Londrina por 60 dias em lugar de José Carlos de Castro Costa, o Zé Café.
Agostinho conversou com os jogadores na segunda-feira. Os atletas ficaram de procurar a sede do clube assim que os empresários aparecerem na cidade. A Folha apurou que os jogadores tinham um salário fixo de R$ 200,00 por mês para efeito da previdência social. O restante do ganho seria pago por fora, prática comum em todo o País. É este montante que estaria faltando ser quitado. Se algum atleta recebeu até R$ 800,00 – referentes a quatro meses de contrato até o final do ano –, teria de contestar judicialmente o restante do salário pago por fora.
O aluguel do apartamento onde fica a república dos atletas foi pago até segunda-feira. Desde ontem, o local deveria ser entregue à imobiliária, o que não aconteceu.
Quanto à Série Ouro do Paranaense de 2001, o clube vai apoiar a fórmula dos clubes do interior que prevê a realização de dois turnos na primeira fase entre as dez equipes, sem o cruzamento com os times da Série A-1, como quer a Federação. A definição do Estadual acontece no arbitral do dia 23.
Paraná Clube – A briga judicial entre o Paraná Clube o zagueiro Milton do Ó promete ir longe. Ontem aconteceu mais um julgamento na 18ª Vara da Justiça do Trabalho, em Curitiba e, de decisão mesmo, apenas a marcação de uma audiência para se ouvir testemunhas no dia 30 de novembro. Depois disso, um outro julgamento será marcado, provavelmente somente para o ano que vem.
O curioso é que enquanto as duas partes brigam na justiça para saber quem tem o direito ao passe do jogador, o atleta já está até em vias de acertar a sua transferência para um clube do exterior. Quem garante é o advogado de Milton do Ó, Augusto Mafuz. Para ele, o jogador está livre porque tem uma liminar concedida pela 9ª Vara da Justiça do Trabalho, onde o advogado entrou com um mandado de segurança depois de ter negado o mandado pelo juiz da 18ª Vara.
O Paraná afirma que não foi intimado de que a 9ª Vara concedeu liminar ao atleta e que por isso continua considerando apenas o andamento do caso na 18ª Vara.
Confusão à parte, o time intensifica a preparação para enfrentar o Anapolina domingo, em Anápolis. É a primeira partida do mata-mata da segunda fase do Módulo Amarelo da Copa João Havelange.
(Colaborou Sucursal de Curitiba)