Parceiros não aparecem para acertar problemas
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segunda-feira, 09 de outubro de 2000
Claudemir Scalone De Londrina 
Ainda não foi ontem que os dirigentes do Londrina e os empresários Ciro Antônio Rios e Roberto Campi, responsáveis pelo time no Módulo Amarelo da Copa João Havelange, sentaram para conversar sobre a continuidade ou não da parceria. O presidente interino do clube, Agostinho Miguel Garrote, passou o dia conversando com os jogadores. Nenhum dos empresários apareceu no VGD para pagar os atletas.
Garrote pretendia conversar com Rios ainda ontem à noite. Precisamos saber qual o posionamento deles com relação ao pagamento dos atletas; se vão continuar com o contrato até o fim, afirmou o dirigente. Apesar de estar só à frente do clube, Agostinho não se assusta. Vou cumprir o mandato até o fim de 2001. Não vou me acovardar jamais, disse. A reunião do Conselho Deliberativo do clube para traçar o futuro do time profissional foi adiada para o dia 19.
Até lá, Agostinho vai tentando administrar os vários problemas. Além de ter pago taxas de arbitragens do próprio bolso dinheiro, ele ainda teve de bancar a viagem até Nova Lima (MG) na semana passada. Fontes ligadas ao clube informaram que os empresários não pagaram a taxa de arbitragem do jogo de sábado contra o São Caetano R$ 5.058,00.
Para os profissionais do clube, a situação é pior. No sábado, alguns jogadores e o técnico Dino Camargo foram despejados do hotel onde residiam. Com os salários atrasados, os empresários deram um cala-boca de R$ 50,00 para parte do elenco. O zagueiro Rodney fraturou o perônio num treino e só foi medicado quatro dias depois. A imobiliária queria retomar o apartamento onde fica a república dos jogadores. Do papelão da equipe no Módulo Amarelo, restou a imagem desoladora do atacante Vágner. Findo o jogo contra o São Caetano, o jogador sentou-se no chão e chorou copiosamente. Motivo: sem dinheiro, não tinha como ira à sua cidade, Caxias do Sul (RS).


