'Parceiros' mudam termos do contrato
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sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Claudemir Scalone De Londrina 
O rompimento anunciado entre os dirigentes do Londrina e os seus parceiros acabou não se concretizando ontem. Uma reunião no final da manhã entre o coordenador-geral do clube, Célio Guergoletto, e o empresário Ciro Antônio Rios que assumiu o controle do futebol profissional do Tubarão há cerca de um mês e meio junto com o sócio Roberto Campi adiou a solução do problema para a próxima segunda-feira.
Clube e empresários devem readequar o contrato de parceria e o Londrina entrará em campo amanhã, às 17 horas, no Estádio do Café, para enfrentar o América-RJ, líder do Módulo Amarelo da Copa João Havelange. O jogo, que fecha a rodada dupla (na preliminar a Portuguesa Londrinense recebe o Francisco Beltrão pelo Seletivo do Paranaense-2001), esteve ameaçado de não sair.
Os empresários tinham dado prazo até as 14 horas de ontem para que os dirigentes do Londrina efetuassem o pagamento de R$ 30 mil, previsto no contrato assinado entre ambos no dia 11 de julho, sob pena de rompimento unilateral da parceria e cobrança judicial da multa rescisória de R$ 500 mil.
A reunião com Ciro Rios que, segundo Guergoletto, é mais comedido do que Roberto Campi definiu pela readequação do contrato de parceria. Célio Guergoletto não escondeu sua mágoa com a ríspida crítica feita por Campi anteontem à Folha. Tenho um nome a zelar na cidade e nunca dei cano em ninguém, afirmou ele, que foi chamado de mentiroso.
Segundo o coordenador-geral, pelo novo acordo o Londrina deixa de ser obrigado a ceder os R$ 30 mil/mês e, em contrapartida, perde os mil ingressos por jogo a que teria direito. Pelos seus cálculos, dariam algo em torno de R$ 15 mil (base de 3 jogos por mês). Guergoletto ofereceu ainda cinco ou seis jogadores que seriam cedidos graciosamente pelo empresário Fernando Francisco Vieira, o major Vieira, num custo/mês de R$ 13 mil.
Para Rios, na verdade, houve uma trégua. A briga não é importante para nenhum dos lados e decidimos dar um voto de confiança ao Célio, que se comprometeu a conseguir alguma coisa para cumprir o que foi combinado, disse o empresário, sem confirmar se o problema foi solucionado. A parceria vai até o fim do contrato, desconversou. O rompimento não seria interessante para nenhum dos lados, principalmente para os empresários, que não teriam onde colocar os jogadores que estão impedidos de atuar por outros clubes nas três divisões da Copa João Havelange.
O técnico Valter Ferreira garantiu que o problema extracampo não vai influir no rendimento do time amanhã contra o América. Após o coletivo, ontem à tarde no VGD, ele conversou com o grupo para explicar a situação e pedir que o time só se preocupe em jogar futebol.


