De 4 a 10 de novembro, André Réquia, paratleta de halterofilismo da equipe FEL/FEL/Adefil, participa do Campeonato Aberto Internacional de Halterofilismo – Circuito Caixa, em Fortaleza (CE). O objetivo do competidor é garantir um lugar no pódio e permanecer entre os três melhores do Brasil. Aos 32 anos, Réquia é levantador de supino, compete na categoria até 72 kg e tem como melhor marca o levantamento de 133 quilos.
O paratleta, que já treinou tênis de mesa e basquete, conta que se encontrou mesmo no halterofilismo, modalidade que treina três vezes por semana na Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Sou muito competitivo e percebi que renderia mais em algum esporte individual. Por isso escolhi o halterofilismo porque já gostava e, principalmente, o supino."
Réquia ficou paraplégico aos 22 anos. "Fui vítima de bala perdida e tive uma lesão medular. Se um dia voltarei a andar, só Deus sabe, mas na minha condição escolhi viver bem e o esporte só me trouxe coisas boas. Tenho minha casa, uma esposa maravilhosa, a Karine, que me conheceu assim e em contato com o esporte conheci lugares que jamais poderia conhecer, além de outras pessoas cadeirantes. Gente até em condição mais difícil que a minha", reflete o desportista.
Ao olhar para frente, Réquia deseja continuar treinando e participando de competições. "Não existe limite de idade par competir. Estou entre os três melhores do Brasil e sonho em defender nosso país na Paralimpíada de 2016, no Rio. Estou treinando forte para isso", garante.

Medalhas
Dez anos atrás, quando começou a treinar, ele conquistou suas primeiras medalhas em competições regionais. De lá para cá, já perdeu as contas dos títulos e troféus. "No começo a gente lembra mais, agora já perdi o controle. Mas já ganhei duas pratas em campeonatos de andantes, fui duas vezes vice-campeão brasileiro de halterofilismo até 75 kg, 1º lugar no Paranaense e 3º lugar por quatro anos seguidos. Em 2007, fui eleito pela Adefil o paratleta mais dedicado", cita.
Réquia, que já deixou de competir por falta de patrocínio em um Campeonato Sul-americano, está otimista em relação à competição que encara na próxima semana, mas também preocupado com o futuro dos seus treinos e da equipe, formada também por Dorival Jorge, Cinthya Pinheiro, Marcos Macedo e o staff Vitor Gorla. "Vamos perder o nosso banco de treino, que é emprestado. Usamos um banco oficial, igual ao das competições, mas ele foi cedido pelo Comitê para a paratleta Márcia Menezes. Agora, conforme eles haviam se comprometido, o banco será retirado, já que ela foi treinar em Itu (SP)", lamenta. "Estamos todos preocupados", completa.

mockup