Curitiba - Considerado como um jogo a parte, com importância muitas vezes comparada à conquista de um título, qualquer clássico futebolístico mexe com atletas, dirigentes, treinadores e torcedores. O que dizer então de um encontro entre dois rivais tradicionais que pode decidir a sorte de ambos no restante do campeonato. É com este clima de decisão que Coritiba e Paraná vão à campo, às 19h30, no Couto Pereira, para a partida que fecha a rodada de abertura do octogonal final do Paranaense.
Jogando em casa, a exemplo do que fará ao longo de toda a fase final do campeonato, o Coxa quer a vitória para praticamente eliminar as chances de título do adversário. Isto porque começa o octogonal já com dois pontos e pode abrir cinco de vantagem para o Tricolor caso vença na noite de hoje - neste caso, para superar o rival na classificação final, o Paraná teria que fazer seis pontos a mais que o Coritiba nas seis partidas restantes (se terminarem empatados na pontuação, a vantagem será do time alviverde, dono da melhor campanha na primeira fase).
Para atingir este objetivo, Ney Franco conta com praticamente todo o time titular, inclusive com o lateral-esquerdo Triguinho, absolvido no julgamento do TJD-PR. A única ausência é a do volante Marcos Paulo, que segue se recuperando de lesão e novamente será substituído pelo experiente Andrade que, após se lesionar logo após sua chegada ao clube, aos poucos assume seu posto na equipe principal. Dividindo com Leandro Donizete a responsabilidade da marcação no meio-campo, Andrade ressalta a importância de não perder as vantagens obtidas pela campanha na fase inicial. ''(Uma derrota) joga no lixo um trabalho de vários jogos na primeira fase. Se a gente ganha atrapalha o Paraná em termos de classificação, mas se a gente perde eles passam a gente'', resume o volante, que relembra que o adversário foi o único a vencer o Coritiba na temporada.
Pela importância do jogo, o atacante Marcos Aurélio pede apoio da torcida, que este ano ainda não compareceu em peso ao recentemente reaberto Couto Pereira. ''A gente está jogando na nossa casa, temos que impor o nosso ritmo e pedir o apoio da nossa torcida. Para que eles possam encher o estádio e nos apoiar, o que com certeza vai fazer diferença para nós'', conta. A torcida, aliás, terá que cumprir rígidas normas de segurança, estabelecidas pelos clubes e pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná. A proibição à qualquer material alusivo às torcidas organizadas, praxe nos jogos do Coxa, será estendida também aos fãs tricolores. Além disso, haverá barreiras policiais nos arredores do estádio para permitir que apenas torcedores com ingressso cheguem às entradas do Couto - nestes cinturões de segurança, os policiais podem reter torcedores que façam arruaça ou demonstrem sinais de embriaguez.
E é para calar a maior parte do público presente ao estádio - e ultrapassar o rival na classificação -, que o técnico Marcelo Oliveira esconde a formação da equipe paranista, definida ontem em treino sem acesso de imprensa e torcida. A grande dúvida é sobre a participação de Márcio Diogo, que deixou a partida contra o Toledo com dores musculares. Se não puder atuar, Igor, Davis e Wellington Silva são algumas das opções para ocupara a vaga. Outro que pode ser escalado na função de segundo atacante é o meia Vínicius, que correu riscos de ser vetado, mas foi liberado pelos médicos e estará ao menos no banco de reservas no clássico.


EM CURITIBA

Coritiba


Édson Bastos; Fabinho Capixaba, Jéci, Pereira e Triguinho; Leandro Donizete, Andrade, Renatinho e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill. Técnico: Ney Franco

Paraná


Juninho; Jefferson, Irineu, Luís Henrique e Pará; Chicão, Edimar, João Paulo e Everton; Márcio Diogo (Igor) e Marcelo Toscano. Técnico: Marcelo Oliveira

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva
Estádio: Couto Pereira
Horário: 19h30

mockup