Há 16 anos saltando de paraquedas, o londrinense Fábio Pelayo é especialista em pilotagem de velames. Ele foi campeão sul-americano em 2008, vice no ano passado e desembarca no próximo final de semana em Paranaguá, litoral paranaense, para disputar a edição 2010 do Campeonato Brasileiro de Pilotagem de Velames.
Pelayo explica que existem quatro modalidades de saltos. A mais comum é chamada precisão, que consiste em pousar o mais próximo possível do alvo, envolvendo controle do paraquedas. A pilotagem de velames é um estágio avançado que envolve velocidade junto com a precisão. ''Essa é a modalidade que pratico. Gosto da emoção de voar em alta velocidade próximo do solo'', destaca o paraquedista, que possui 1,8 mil saltos no currículo.
''Existem outros dois relacionados à queda livre. Um deles é o free flying, que é um grupo de três pessoas que montam figuras tridimensionais. É um estilo mais livre, que avalia a dificuldade da figura. É uma coisa mais subjetiva'', argumenta lembrando que a segunda modalidade é chamada formação em queda livre, que consiste em executar o maior número de figuras em tempo determinado.
Pelayo afirma que ''nasceu querendo saltar''. Afeito por velocidade e altura, acredita que o paraquedismo é um esporte acessível por não exigir preparo físico. O limitador acaba sendo o preço dos saltos para iniciantes e do curso de formação. O primeiro custa R$ 525,00, incluso filmagens, aluguel do paraquedas e do avião. Já o curso sai por R$ 3 mil, composto por sete saltos.
Londrina possui a terceira maior escola em número de praticantes cadastrados no país, segundo a Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq). A maior fica no Rio Grande do Sul, chamada de Centro Gaúcho, seguida pelo centro de formação de paraquedistas de Manaus, na Amazônia. ''No interior paulista, em Boituva, tem um centro que reúne várias escolas do estado. São pelo menos 10. Por isso, lá também é um ponto importante'', frisa.

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