''É um exercício de autoconfiança, determinação. Não adianta ter só coragem.'' É assim que a fisioterapeuta e recém-formada no curso da Fly Paraquedismo/Aeroclube de Londrina, Camila Vieira de Camargo Bueno, 30 anos, define o esporte.
Tido como esporte radical, elitista, ''perigoso'' ou ''coisa de maluco'', o paraquedismo vêm ganhando cada vez mais adeptos, das mais variadas idades e profissões. Em 2001, uma garota de apenas oito anos experimentou o salto duplo, em que o estreante salta com um instrutor. ''Há alguns meses, um senhor de pouco mais de 50 anos também saltou. Nos Estados Unidos têm pessoas com até 80 anos que praticam'', contou o paraquedista Márcio Yuge, que integra a equipe da Fly e há sete anos pratica o esporte. ''Hoje o paraquedismo é indicado para desde a pessoa mais jovem, que quer conhecer a emoção, até o profissional que quer aliviar o stress do dia-a-dia'', disse o proprietário da empresa e instrutor responsável pelo paraquedismo, Fábio Pelayo.
Os números comprovam que o esporte vêm crescendo em popularidade. Este mês, em que a Fly Paraquedismo completa um ano de funcionamento, a escola já conquistou mais de 50 alunos que fizeram mais de 500 saltos. A maioria dos alunos se torna praticante. ''A nossa intenção é montar uma equipe para competição'', afirmou Pelayo. Os saltos duplos podem ser feitos a partir dos sete anos, e os cursos para maiores de 15 anos (ambos somente com autorização dos pais). Outra curiosidade é o número de mulheres praticantes. ''Nos cursos, a proporção é de 60% homens, e 40% mulheres. Nos saltos duplos, é meio a meio.''
De acordo com Yuge, o aumento no número de praticantes também se deve a modernização dos equipamentos. ''Não tivemos nenhum acidente em nossa área. Levando em consideração o número de saltos por ano em proporção ao número de acidentes de carros, a probabilidade no paraquedismo é muito pequena. Se a pessoa agir com segurança e não extrapolar os limites, vai ter um esporte para o resto da vida'', definiu Yuge. ''Radical é só a atitude de saltar do avião'', disse Pelayo. ''Não tem nada a ver com loucura, é um esporte'', complementou Camila.
Apesar do número de praticantes estar aumentando, o custo do paraquedismo ainda é restritivo. Um salto duplo, com direito a filmagem e fotos, sai por R$ 360,00. Pelo mesmo preço, o iniciante também pode fazer um curso com dez horas de aulas teóricas e um salto individual, com o acionamento do pára-quedas por uma corda presa ao avião. O salto ''totalmente independente'' somente pode ser feito após o curso com as aulas teóricas, que sai por R$ 550,00. O aluno salta é orientado e ''estabilizado'' por dois instrutores em pleno ar. Depois, cada salto sai por R$ 120,00. ''A gente acompanha os preços da aviação, principalmente por causa do custo do combustível. Talvez fique caro porque os materiais são todos importados'', justificou Pelayo. Segundo Yuge, os saltos são feitos aos finais de semana e as turmas independem do número de alunos. As aulas são dadas na sede do Aeroclube de Londrina, e os saltos são feitos no Aeroporto 14 Bis, no distrito da Warta. O site da Fly Paraquedismo é o flypqd.hpg.com.br.

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