Paraolímpicos serão recebidos com festa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A delegação brasileira paraolímpica, que fez nos Jogos de Atenas a melhor campanha de todos os tempos, com 33 medalhas conquistadas, será recebida com muita festa na madrugada de amanhã, por volta das 5 horas, no desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Jorge Mattoso, presidente da Caixa Econômica Federal patrocinadora oficial da equipe, representada por 98 atletas , recepcionará os atletas, que terão café da manhã no próprio aeroporto e depois seguirão para o desfile em carro aberto do Corpo de Bombeiros, pela Rodovia dos Trabalhadores, em direção à Avenida Paulista.
A homenagem não pára por aí. Às 10 horas, oito atletas paraolímpicos paulistas serão recebidos pelo governador Geraldo Alckmin e pelo secretário Lars Grael, no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi. Eles irão ganhar medalhas de mérito esportivo. Destaque para a nadadora Fabiana Sugimori e o judoca Antônio Tenório, campeões em Atenas.
O Brasil subiu dez posições no quadro de medalhas paraolímpicas em relação a Sydney/2000. Conquistou 11 medalhas a mais do que na edição passada dos Jogos: 14 de ouro, 12 de prata e sete de bronze contra seis ouros, 10 pratas e seis bronzes.
O nadador Clodoaldo Francisco da Silva, de 25 anos, tornou-se o melhor brasileiro na competição, com seis medalhas de ouro e uma uma de prata além de bater cinco recordes mundiais e outros cinco paraolímpicos. Em Sydney/2000, ele conquistou quatro medalhas, sendo três de prata e uma de bronze.
Por apenas uma medalha, o 'Phelps' brasileiro não assumiu o posto de maior medalhista paraolímpico brasileiro da história, marca que pertence a Ádria Santos, de 29 anos, do atletismo, com 12 medalhas. Ela venceu os 100 metros rasos e levou mais duas pratas em Atenas: nos 200 e 400 metros.
A natação foi a segunda modalidade com maior número de medalhas para os brasileiros (11), atrás apenas do atletismo, com 16.
Não foi só Clodoaldo que brilhou nas piscinas. A campineira Fabiana Sugimori, de 24 anos e deficiente visual, conquistou o bicampeonato nos 50 metros livre e ainda quebrou o recorde mundial.


