PARAOLIMPÍADAS - Cambeense está muito perto de ir a Londres
Independente da modalidade, um atleta aprende, desde o início da carreira, que para ter sucesso na profissão é necessário superar limites, sejam eles físicos ou psicológicos. Mas para pessoas como o cambeense Jeferson Amaro, essa lição serviu primeiro para a vida e somente anos depois fez sentido também no esporte. Com 23 anos, ele se dedica exclusivamente à natação, modalidade que pode levá-lo às Paraolimpíadas de Londres neste ano.
A amputação da perna e braço esquerdos foi resultado de uma brincadeira perigosa em 2003, quando o então adolescente caiu de um trem em movimento e foi atropelado pelo mesmo. Nessa época, ele não tinha qualquer pretensão de ser uma atleta profissional, muito menos da natação, já que seu esporte favorito era o skate.
A natação surgiu por acaso, dois anos depois do acidente, quando as sessões de fisioterapia já não tinham muito mais a contribuir na reabilitação. A prótese que passou a usar na perna exigia mais força e, nesse sentido, ele diz que a natação foi importante.
Em três anos, o esporte já mudara muita coisa na vida do jovem cambeense. E com muita dedicação não demorou para que seu talento fosse reconhecido. Em 2009, ele foi convocado pela seleção brasileira e desde então só vem conquistando mais vitórias, como os resultados no ParaPan do México, no ano passado, quando ele conquistou o índice olímpico nos 50 metros borboleta (35s63) e 100 metros costas (1min27s25). Para se garantir nos Jogos de Londres, agora, ele depende de um bom resultado no Circuito Caixa, no próximo mês, em São Paulo.
● Por movimentar praticamente todos os músculos e articulações do corpo, a natação é considerada um dos melhores exercícios físicos existentes
● Têm sua origem na Inglaterra, como forma de reabilitar os militares atingidos na Segunda Guerra Mundial
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