Mais uma vez o Atlético Clube Paranavaí (ACP) deve incomodar no Campeonato Paranaense. Assim como nos dois últimos anos, o Vermelhinho do Fim da Linha monta uma equipe competitiva para brigar pelas primeiras posições.
''Vamos devagar. Queremos classificar para a segunda fase primeiro. A partir daí o objetivo é a final'', confirmou o diretor de futebol do Paranavaí, Lourival Furquim, que há 13 anos dá as cartas no clube.
Para o dirigente, as boas campanhas nas temporadas passadas fez o Vermelhinho ganhar prestígio no Estado, o que, segundo ele, aumenta a responsabilidade de um bom desempenho na competição estadual. ''O Campeonato Paranaense é difícil, principalmente por ser pequeno (de curta duração). Nos últimos anos estivemos bem e ganhamos o respeito dos grandes e por isso, não podemos parar'', afirmou.
Para manter o retrospecto, Furquim disse que não fez nem fará loucuras. A política ''pés-no-chão'' foi mantida. ''Temos que honrar os nossos compromissos'', justificou o cartola.
O atacante Neizinho, destaque da campanha do vice-campeonato em 2003, voltou após disputar a Série Prata pelo Águia. Os principais reforços são o goleiro Paulo Sérgio, reserva de Zetti no São Paulo, o lateral-direito Polaco (ex-Vila Nova-GO), os zagueiros Alex (ex-Vila Nova-GO) e Marcão (ex-Londrina), o volante Alex Lopes (ex-Atlético Paranaense e Portuguesa de Desportos), além do meia Joel (ex-União Bandeirante) e o atacante Rui Barbosa (ex-Londrina e Anapolina).
Para comandá-los, o Paranavaí foi buscar no União de Rondonópolis o técnico Ivair Cenci, que dirigiu o Londrina em 2002. O treinador vice-campeão matogrossense em 2004, indicou todos os reforços. A maioria trabalhou com ele no próprio União ou no Vila Nova-GO.
Para Cenci, o curto período de preparação pode ser prejudicial. ''O tempo não foi o ideal. Por isso, muitos jogadores só suportam 45 minutos assim, a base que já treinava antes deve começar a competição'', disse o treinador.
Na opinião do treinador não há favoritos. Para ele, o campeonato será muito equilibrado. ''São duas chaves difíceis. Na nossa (o grupo B), tem a gente, O Londrina, que sempre chega, o Atlético, o Francisco Beltrão que sempre monta times fortes, o Nacional, que corre por fora, o Império, que manteve a base da Série Prata, o Malutrom, que tem um bom trabalho de base, e o Iray que já foi campeão. É preciso sorte e competência'', avaliou o técnico. ''Está nivelado. Todos os jogos serão decisivos e truncados. Quem tiver qualidade nas jogadas de bola parada pode surpreender'', completou.

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