Paranavaí quer esquecer vantagem na final
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quinta-feira, 03 de maio de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Vitória por 1 a 0 e a tranquilidade de poder empatar o segundo jogo da decisão para ser campeão paranaense. É o que o Paranavaí poderia levar para Curitiba para o jogo decisivo de domingo contra o Paraná Clube, na Vila Capanema. Entretanto, não é o que quer o técnico Amaury Knevitz. O treinador pediu aos seus atletas que esqueçam a vantagem para não relaxarem e deixarem o título escapar. ''Temos que jogar como se não tivéssemos vantagem alguma, como se fosse o primeiro jogo do campeonato. O adversário é melhor, é maior e vamos fazer o nosso papel. Depois do jogo vamos ver como foi'', afirmou o treinador.
Não que a vitória não tenha sido bem vinda para Knevitz, mas ela poderia ter sido por um placar mais elástico pelas chances criadas, o que daria, neste caso, mais tranquilidade ao time. No quadro atual, um empate dá o título ao ACP. Vitória paranista por dois ou mais gols de diferença faz do Tricolor bicampeão. Uma derrota por diferença mínima do Paranavaí leva a decisão para os pênaltis.
''Ganhamos o primeiro jogo e fizemos a nossa parte, mas se quiséssemos uma folga de verdade, teríamos que ter tido uma vantagem maior (no placar de domingo)'', afirmou o técnico, que mantém o discurso respeitoso ao rival, passando o favoritismo ao Tricolor. ''Somos um time pequeno, de menor expressão, em busca do primeiro título importante'', definiu.
Calmo como de costume, o treinador saboreia junto com o elenco a energia transmitida pela população de Paranavaí. A cidade festeja desde domingo. São bandeiras, camisas, faixas e muita festa. Os treinos ganharam platéia. ''A cidade está vivenciando bem isso (a proximidade de um título histórico). Vestiu a nossa camisa, se pintou de vermelho. A torcida tem enchido os jogadores de carinho e tranquiilidade. Conseguimos ganhar em casa e o torcedor já fez a festa dele. Não que esteja satisfeito, mas está feliz'', descreveu o treinador.
Ontem à tarde, a torcida teve a última oportunidade de acompanhar a preparação da equipe antes da decisão. Knevitz comandou o último treinamento na cidade e hoje pela manhã já viaja com o time para Curitiba, onde fica concentrado até o domingo à tarde. Nos últimos treinos, nada de invenções ou mudanças. O segredo é o ''feijão com arroz''. ''Estamos fazendo exatamente o que foi feito na semana passada. A única diferença está na programação porque o jogo é fora de casa'', despistou.
Nessa de não inventar, Knevitz fará o básico: entra Edenilson e sai Léo Santos. O atacante que sofreu a falta que originou o gol de Tales vai para o banco de reservas para dar lugar ao artilheiro do time com 12 gols, que cumpriu suspensão na partida disputada no Estádio Waldemiro Wagner. A ausência de Edenilson foi muito sentida. Apesar de Tiago ter dado muito trabalho à defesa paranista ao lado de Léo Santos, o Vermelhinho sentiu a falta de um matador. O restante da equipe será a mesma. Nenhum dos nove pendurados recebeu cartão e o treinador tem todo o time à disposição para o confronto.
Knevitz evita falar em uma possível vantagem por ter tido a semana inteira livre para trabalhar sua equipe, enquanto o rival Zetti teve que dividir as atenções com a Libertadores da América - ontem à noite o Paraná enfrentaria o Libertad, do Paraguai, na Vila Capanema. ''Não estou nem querendo comentar isso. Talvez tenhamos alguma vantagem pelo desgaste físico, não sei'', evitou o técnico.


