O presidente do Atlético Clube Paranavaí, Lourival Furquim, procurou a Folha ontem para contestar as declarações dadas anteontem pelo supervisor do União, José Corpas Moreno, de que ‘‘o Paranavaí protagonizou uma verdadeira ‘palhaçada’’’ ao solicitar à Federação Paranaense de Futebol o adiamento do seu jogo do último domingo contra o Londrina. José Moreno disse que faltou profissionalismo ao Paranavaí. ‘‘Não tenho a menor dúvida de que houve algum tipo de ‘acerto’’’, insinuou o supervisor do União. ‘‘Não sei se ele (José Moreno), um simples funcionário, pode falar em nome do União. O Paranavaí é uma equipe que representa uma comunidade de 90 mil habitantes e merece respeito. Jamais faríamos qualquer tipo de acerto’’, retrucou Furquim.
Segundo Furquim, a decisão de pedir o adiamento foi do Paranavaí. Em seu pedido à FPF, o dirigente alegou não ter número suficiente de jogadores para enfrentar o Londrina. O pedido aconteceu após o jogo de quinta-feira contra o Atlético. Nessa partida, três jogadores do Paranavaí receberam o terceiro cartão amarelo e não jogariam no domingo. Somando-se à dispensa de quatro outros atletas, a contusão de outros três jogadores e a troca do técnico Joaquim Violim por Julinho Barcelos, o clube estaria enfraquecido.
‘‘Aproveitamos a situação que o Londrina estava passando e pedimos a mudança do jogo’’, explicou Furquim. ‘‘Quem escolheu o dia 12 foi a Federação, eu não escolhi a nova data’’, defendeu-se. Outro argumento usado pelo dirigente foi a exposição-feira de Paranavaí, que tiraria público do Estádio Felipão. ‘‘Mesmo com o jogo sendo às 10h30, teríamos a concorrência do rodeio’’, lembrou.
Ainda acreditando na classificação ao Octogonal - o Paranavaí soma cinco pontos e terá mais três jogos pela frente (Batel, fora; e Beltrão e Londrina, em casa) -, Lourival Furquim está reforçando o seu time. Foram contratados o atacante Celso Reis (ex-Londrina e Ponta Grossa) e o lateral-direito Odair (ex-União de Araras).

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