Bastante ameaçado pelo rebaixamento no Campeonato Paranaense, a diretoria do Paranavaí se apoia em dois amuletos do time para manter vivas as esperanças de permanecer na elite estadual. Primeiro trouxe o técnico Itamar Bernardes, uma espécie de símbolo da equipe. Agora, quer trazer o torcedor na última partida que o time fará no torneio em casa.
Quase imbatível no Estádio Waldemiro Wagner em outros anos, o Vermelhinho do Fim da Linha foi praticamente um estranho por lá nesta temporada. Dos dez jogos que fez em seus domínios, o Paranavaí perdeu sete. O desempenho pífio diante do torcedor fez as arquibancadas se esvaziarem. ''A culpa desse afastamento do nosso torcedor é nossa mesmo. Temos que assumir a responsabilidade. Fomos muito mal aqui'', admitiu o diretor de futebol do clube, Lourival Furquim.
Para trazer a torcida de volta para a partida decisiva contra o Rio Branco, sábado, a diretoria se reúne hoje para decidir pela redução dos preços dos ingressos. As entradas devem ter preço único de R$ 10.
Com 21 pontos somados nos dois turnos, o Paranavaí só tem a campanha melhor do que o Cascavel, já rebaixado, e o Paraná Clube, que tem 19 pontos. O Rio Branco, que vem de uma arrancada incrível na competição, ainda está ameaçado com 24 pontos. Entre os dois está o Iraty, com 23, que pega o Operário, também no sábado, e depois recebe o Paranavaí, na última rodada.
Para escapar, sem depender dos adversários, o Vermelhinho precisa vencer seus dois jogos. Rotina bem diferente da vivida pelo clube na última década, quando foi vice-campeão estadual, em 2003, sob o comando de Bernardes, e campeão, em 2007.
Apesar da fase ruim, o clima no Vermelhinho ainda é de otimismo, segundo Furquim. Ele se apega no futebol apresentado na derrota para o Atlético, sábado passado, em Curitiba, para justificar as expectativas. ''A gente fez um bom jogo contra o Atlético e estamos confiantes, apesar de termos um adversário difícil pela frente'', afirmou Furquim, que prepara uma premiação especial para os atletas em caso de fuga da degola.

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