Curitiba - Apenas uma equipe do Paraná estará participando Desafio Columbia de Los Volcanes (Desafio dos Vulcões) que, entre os dias 21 e 25 deste mês estará cruzando a pé, de bicicleta, e em canoas, 400 quilômetros da Patagônia Chilena à Argentina, cruzando a Cordilheira dos Andes e passando por cinco vulcões. Ao todo, estarão enfrentando este desafio cerca de 70 equipes de 12 países, sendo oito brasileiras. O time paranaense é o Ecosystem Acampar Curitiba Academia Gustavo Borges, os aventureiros são Bruno Sperandio, Raphael Contin, Katia Ruschel e Vanessa Cabrini e foi apoiada pela Lei Municipal de Esportes de Curitiba.
A corrida de aventura é uma modalidade recente e que está tendo um crescimento grande em todo o mundo. O Paraná já tem um circuito deste novo esporte, que é o Extremaventura que deve iniciar as suas provas pela Ilha do Mel. É uma corrida em que os participantes têm que mostrar suas habilidades no Trekking (andar a pé e correr em terrenos acidentados e selvagens), mountain bike, canoagem e outros esportes radicais.
No Desafio de Los Volcanes, as equipes podem ser de duas categorias: exclusivamente masculinas ou mistas, com pelo menos um componente do sexo oposto. A representante de Curitiba terá, por exemplo, que percorrer cerca de 140 quilômetros a pé e 200 quilômetros de mountain bike. O restante terá que ser vencido em provas com canoas canadenses e duckies (barcos infláveis, próprios para corredeiras). As habilidades das equipes também serão testadas no rappel (descida de montanhas por cordas), jumar (o contrário do rappel, pois as pessoas sobem pelas cordas) e tirolesa.
A equipe Ecosystem Acampar Curitiba nunca correu completamente junta numa prova desta dificuldade. Katia Ruschel e Vanessa Cabrini, ambas triatletas, foram chamadas às pressas para completar o time, desfalcado de última hora. Os dois outros integrantes originais foram chamados pela rede de televisão SBT para um programa de aventura, semelhante ao ''No Limite'' e precisaram ser substituídos.
''Nós já corremos com a Katia e com a Vanessa, mas com uma de cada vez, em provas no Paraná'', explica Bruno Sperandio. ''Elas são ótimas e muito fortes, vamos ser uma equipe competitiva'', completa Raphael Contin. Os dois fizeram 12 provas de corrida de aventura em 2002 e ficaram no nono lugar no circuito brasileiro e quarto no EMA Series.
Os paranaenses viajaram quarta-feira para um período de adaptação no Chile. Na bagagem, uma quantidade interminável de ítens obrigatórios que vão desde coisas simples como um apito ou uma bússula, até as próprias bicicletas e remos para os barcos, passando por rádios comunicadores, sinalizadores de fumaça, lanternas de cabeça, espelhos, saco de dormir e kit de primeiros socorros.
Cada equipe terá um carro de apoio, colocado à disposição pela organização da corrida. Mas o carro fica à disposição apenas em alguns pontos do trajeto, o que deixa os atletas isolados na maior parte do tempo em que estiverem cruzando os Andes. ''É uma corrida difícil pois tem um grande desnível, pega gelo no topo dos vulcões, é muito frio à noite e muito quente de dia. É ótimo para acabar com os pés'', afirma Bruno Sperandio. Eles calculam que poderão dormir não mais do que duas horas por noite. ''Vai depender muito de nosso ritmo de corrida até chegar a cada ponto em que o apoio estará nos esperando'', explica Sperandio.
Mas o que leva atletas a passarem fome, frio, sono, sede e se exporem a perigos constantes? ''A origem da palavra aventura, no grego, significa o que está por vir. E nós gostamos de descobrir o novo, viajar e conhecer regiões diferentes'', afirma Raphael Contin, que conclui: ''Nós podemos estar com fome, com frio, com sono, mas estaremos felizes''. Quem quiser acompanhar a corrida pela internet e até enviar mensagens para os competidores, pode acessar o site da competição no endereço www.desafiovolcanes.com.

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