O gol de mão de Edmundo contra o Atlético no domingo passado e as expulsões dos coritibanos Pedro Aruba e Paulo Foiani no empate (1 a 1) com o Palmeiras na última quarta-feira não só revoltaram os jogadores, comissão técnica, torcedores e imprensa, como também reacenderam a polêmica das más arbitragens contra os times paranaenses no Campeonato Brasileiro. Por má-fé ou coincidência, os árbitros têm errado a favor dos adversários e, direta ou indiretamente, estão ocasionando perda de pontos dos clubes da capital.
Dos três, o Coritiba é o que mais tem se queixado. A diretoria alviverde reclama que das seis derrotas da equipe somente em uma - contra o Inter (RS) - o árbitro não interferiu no resultado.‘‘Há muita falta de critérios. Os jogadores do Coritiba têm sido expulsos por faltas mais leves do que muitas cometidas pelos adversários, que não recebem nem amarelo’’, frisou o vice-presidente de futebol, Édison Mauad.
A diretoria do Paraná Clube também reclama. Segundo o vice-presidente de futebol, Luiz Eduardo Dib, o tricolor poderia estar em melhor colocação no campeonato se não tivesse sido vítima de erros de árbitros em vários jogos. ‘‘Em nossas partidas, quando há erros, eles sempre são em favor do adversário. Não queremos ser ajudados, mas também não podemos ser roubados’’, frisou Dib.
AtléticoO Atlético Paranaense também está sofrendo com as arbitragens. O caso mais recente foi a ‘‘mão’’ de Edmundo que deu a vitória (2 a 1) para o Vasco da Gama no jogo do último domingo, no Rio de Janeiro. O time paranaense terminou com nove jogadores, com as expulsões de Nílson, por reclamação, e de Pádua, por jogo violento.
‘‘O Atlético tem sido julgado a cada 90 minutos. Na dúvida é sempre contra a gente’’, reclama o técnico Abel Braga, que no dia seguinte ao jogo do Vasco acabou encontrando na fila de embarque do Aeroporto Galeão, o árbitro da partida Fabiano Gonçalves. ‘‘Fiz questão de mostrar para ele os jornais do Rio, que tinham a foto do lance. Ele (o árbitro) ficou constrangido’’. Mas o mesmo árbitro também validou o gol de Luizinho, que o bandeira tinha dado como impedido.
Apesar de prejudicados, os clubes do Paraná não têm forças para evitar os erros. ‘‘Mandamos cartas de protestos para a Confederação Brasileira de Futebol, mas não adianta nada’’, disse Dib. ‘‘Falta força da Federação Paranaense de Futebol para tentar impedir que esses erros continuem acontecendo’’, emenda Mauad. ‘‘Se tivéssemos mais representatividade por parte da Federação não teríamos tantos problemas’’, completa Ademir Adur, vice-presidente do Atlético.

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