La Plata - Se para o técnico Mano Menezes a Venezuela não era mais uma ''galinha morta'', para os torcedores a imagem que a Vinotinto passa é a mesma de sempre: de saco de pancadas. Nas arquibancadas do Estádio Ciudad de La Plata, otimismo dos brasileiros era do tamanho do favoritismo do time de Mano.
Apesar da imensa presença de venezuelanos, os brasileiros eram, obviamente maioria. Entre eles, um grupo de paranaenses, que excursiona pela capital portenha. Composto por um botafoguense, uma corintiana e quatro coxa-brancas, a expectativa era de uma goleada brasileira. ''O Brasil vai ganhar sem dificuldades. Vai ser 5 a 1'', afirmou o corretor de imóveis curitibano, Nelson Waltnick, 50 anos. ''O Brasil vai ganhar sim. Pelo menos de uns 3 gols'', completou o empresário de Curitiba, Wilson Kim, 46 anos, que pela primeira vez assistia à um jogo da Seleção.
O frio não foi empecilho para eles, acostumados à gelada capital paranaense. A enfermeira Ana Cunha Afonso, 45 anos, não se importou em desviar o caminho dos passeios para ver a estreia do Brasil. Perguntada se preferia estar em Puerto Madero, tradicional local de bons restaurantes e boa música em Buenos Aires, a ir ao jogo com o marido, ela não titubeou na resposta. ''Prefiro o jogo. Adoro futebol. Vou ao estádio desde os meus 3 anos de idade'', afirmou.
Já um outro grupo de turistas batia o queixo. Eles saíram de Araguaína, no Tocantis, para ver a Seleção. Trouxeram até uma faixa com a foto do astro Mick Jagger, maior pé-frio da última Copa do Mundo, com a camisa da seleção de Messi. ''Mick Jagger é mais Argentina'', dizia o cartaz.
Os brasileiros que moram na capital portenha também foram apoiar o Brasil e matar um pouco da saudade. É o caso do economista Márcio Perez, 27 anos, que há cinco anos mora em Buenos Aires. ''Viemos prestigiar a seleção, mas ela não pode fazer como a Argentina'', disse, lembrando o tropeço dos hermanos diante da Bolívia, na sexta-feira. Parecia prever o pior.

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