Paranaenses desfilam talento no Banespa
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terça-feira, 07 de fevereiro de 2006
Das Agências 
São Bernardo do Campo - As equipes adulta, juvenil e infanto-juvenil de vôlei do Banespa/São Bernardo-SP tem atletas vindos de várias partes do País. Dos 18 jogadores inscritos para defender o time principal na Superliga 2005/2006, são oito paulistas sendo sete do interior do Estado , dois de Minas Gerais, um do Mato Grosso do Sul, um da Paraíba, um do Rio Grande do Sul e cinco do Paraná. Sem contar com mais quatro paranaenses aprovados na última peneira.
Não é novidade que o Banespa atrai jovens de todo o Brasil para sua tradicional peneira. No início deste ano, 533 garotos de 15 estados, mais o Distrito Federal, representando 89 cidades, tentaram a sorte no ''vestibular do vôlei'', em São Bernardo do Campo (SP). Mesmo assim, a quantidade de paranaenses na equipe principal chama a atenção. Eles só perdem, em número, para os paulistas.
Ao levantador Renan, aos líberos Polaco e Rodrigo e aos atacantes Leozinho e Piá, junta-se ainda um sexto elemento, o assistente-técnico Roberley Leonaldo, o Rubinho, que também é assistente da seleção brasileira juvenil. É ele quem tenta explicar o êxodo de jovens atletas, e até de técnicos, do Paraná. ''A falta de equipes adultas é o fator que faz com que os meninos procurem outros estados'', afirma o treinador, que deixou a equipe do Santa Mônica, de Curitiba, depois de bater à porta de mais de 80 empresas em busca de patrocínio para montar um time e disputar a Superliga. ''O Paraná desenvolve um bom trabalho de formação, mas não tem um escoadouro natural, que seria a existência de equipes principais de ponta.''
O atual titular Piá, 18 anos, é campeão mundial infanto e vice juvenil, além de campeão da Superliga. O jovem atleta fez o teste em 2000 no Banespa. ''Não existe um campeonato competitivo. O Paraná tem times bons até o infanto-juvenil e vai bem nos campeonatos brasileiros dessa categoria, mas depois...'', diz Piá, na tentativa de explicar a migração dos jovens atletas.
O ponta ressalta a tradição do clube no cenário do vôlei nacional. ''O Banespa é uma vitrine. Para mim, sempre foi uma das melhores equipes do Brasil. Meus pais só me deixariam vir para São Paulo se fosse para cá.''
O líbero Polaco, também titular da equipe campeã da Superliga na temporada passada, analisa os motivos pelos quais há essa migração de atletas paranaenses para o Banespa. ''Todos consideram única a oportunidade de jogar no Banespa. O time tem uma estrutura que todo garoto quer desfrutar. É um sonho. Tem jogador que tem a sorte de no primeiro ano de infanto-juvenil já estar no topo, que é jogar aqui'', analisa Polaco.
Leonardo Dal Bosco Dall'Agnol, o Leozinho, é natural de Toledo e acha que se não fosse para a equipe paulista, talvez não estivesse jogando mais. ''Não via mais como evoluir lá (em Toledo), pois não tinha nem juvenil nem adulto'', acrescenta. Enquanto está fora de casa, Leozinho torce para que o vôlei em seu estado natal ganhe força. ''Falta apoio e investimento. Em Curitiba é só o futebol que importa. Lembro do time de Maringá (Cocamar), dizem que vai voltar, mas vai saber...'', duvida.
Para se juntarem aos cinco atletas que atuam no clube, já estão integrados ao Banespa Eduardo Felipe Broedo, André Pizzi Pinheiro, ambos de Maringá, Gian Felipe de Moraes e Elder Coutinho, de Curitiba.


