As três equipes do Paraná que disputarão a Série D do Campeonato Brasileiro não atravessam um bom momento no Estadual. Maringá, Foz do Iguaçu e Cianorte, que se qualificaram para a competição nacional pelas campanhas no Paranaense de 2018, estão ameaçados de rebaixamento este ano.

Na classificação geral (soma dos pontos dos dois turnos), o Azulão da fronteira tem a pior campanha dos 12 times do campeonato, com apenas quatro pontos, e hoje estaria relegado à Divisão de Acesso. O Maringá é o décimo, com nove pontos, apenas um a mais que o Rio Branco, que neste momento cairia junto com o Foz. E o Cianorte, apesar de estar em sétimo na classificação geral, está a apenas dois pontos da área de descenso.

O presidente do Foz, Arif Osman, afirmou que a posição da equipe no Paranaense é “normal” pelo equilíbrio do campeonato. “Quem tem de 11 a 12 pontos para baixo corre risco de rebaixamento. Até o Londrina (quinto com 12) corre esse risco. O Foz, se conseguir fazer os nove pontos que tem em disputa, chega a 13”, minimizou.

Nas três rodadas finais, o Foz enfrenta em casa o Toledo, nesta quarta-feira (20), o Athletico em Curitiba e o Operário na fronteira. “Não conseguimos nos preparar antes, porque perdemos o nosso maior patrocínio, da Itaipu Binacional. Era para os treinos terem começado em novembro, mas só começamos no dia 5 de janeiro”, declarou Osman. As expectativas para a temporada eram grandes. “Achávamos que tínhamos chance de conquistar o Paranaense, porque os times grandes entraram com reservas”, explicou o presidente.

Sobre a Série D, ele analisou que a chave do Foz apresentará muitas dificuldades para a equipe paranaense. “Estamos com o Brusque, o Boavista e o Gaúcho de Passo Fundo (RS). Se conseguirmos um ritmo bom nessas três últimas partidas do Estadual, pode ser que entremos com chances na Série D”, projetou Osman.

O técnico do Cianorte, Cristian de Souza, concordou que o Paranaense está parelho. Ele ressaltou que nove equipes ainda estão sob risco de cair. “As expectativas para a Série D ficam ainda num segundo plano. O foco ainda é no Estadual”, apontou o treinador, lembrando que para a Série D a grande maioria das equipes sofre reformulações.

Time da Cidade Canção, próximo adversário do Londrina, está apenas um ponto acima da faixa de descenso
Time da Cidade Canção, próximo adversário do Londrina, está apenas um ponto acima da faixa de descenso | Foto: João Bulhak/Maringá FC

“O Tubarão-SC certamente virá reformulado, pois está mal no Estadual. A mesma coisa vale para o São Caetano, que ainda briga para se salvar no Paulista. O Caxias faz um bom Campeonato Gaúcho, mas vai perder sua base de jogadores”, avaliou. Por isso, Souza afirmou que é difícil fazer uma previsão sobre como será a competição. “Só vamos saber da realidade das equipes lá pelo final de abril”, estimou.

O Maringá acredita que vai conseguir escapar da queda, mas projeta muitas mudanças para a Série D. “A nossa campanha ficou muito abaixo do esperado e por isso preocupa, sim, para o Brasileiro”, afirmou o diretor de futebol Paulo Regini. “Temos condições de somar os pontos para nos livrarmos do rebaixamento e, com o fim dos estaduais, ir ao mercado buscar reforços para o Brasileiro.” Avenida-RS, Ferroviária e Joinville estão no grupo do Maringá na Série D, que começa em maio.

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