Paranaenses da Série A na zona de risco
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Representantes do Estado na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro, Atlético e Paraná Clube não têm muito a celebrar no encerramento do primeiro turno. Após um início promissor, que atingiu o ápice na segunda rodada, quando o Furacão ocupava a liderança, com o Tricolor em segundo lugar, as duas equipes perderam rendimento e hoje estão perigosamente próximas da zona do rebaixamento.
Em pior situação, o Atlético, que encerrou o turno na modesta 16 posição - apenas uma acima do grupo dos quatro condenados à Série B -, nem de longe lembra a equipe que pontuava o campeonato nas duas primeiras rodadas. A derrocada se deu com três resultados negativos que culminaram na demissão de Vadão, que deixou o clube no 10º lugar. A chegada de Antônio Lopes teve efeito positivo, mas pouco duradouro, já que o time voltou a figurar entre os cinco primeiros, mas depois despencou, oscilando entre a 13 e 16 posição há dez rodadas.
Para o comentarista da Rádio CBN, Ivan Vinícius, os problemas do clube começam já no gol. ''O Atlético perdeu muitos goleiros nos últimos anos. E agora terá que utilizar o Viáfara, que em minha opinião é o pior dos goleiros atleticanos, porque rebate muitas bolas e tem pouca estatura, além de sair mal do gol'', afirma. O colombiano deve ser alçado à condição de titular porque o clube anunciou a negociação de Guilherme com o Lokomotiv Moscou, da Rússia.
Outra situação a ser resolvida é a falta de consistência do setor de marcação: ''A zaga tem um problema crônico nas bolas aéreas. E na cabeça-de-área, apesar de muitos jogadores terem atuado, nenhum conseguiu se firmar'', complementa.
Já a derrocada paranista é mais recente, mas não menos preocupante. Buscando uma vaga na Libertadores pelo segundo ano consecutivo, o Tricolor se manteve entre os quatro primeiros colocados em dez das 19 rodadas do campeonato. Mas não vence há seis jogos, não marca gol há quatro e hoje está mais próximo do grupo dos que lutam para não cair - são quatro pontos de vantagem para o 17º colocado e sete de desvantagem para o G-4. ''Tínhamos a expectativa de uma pontuação maior, entre 29 e 31 pontos, que nos fugiu devido a alguns resultados ruins em casa'', destaca José Domingos, vice-presidente do clube.


