PARANAENSES BRILHAM NA EUROPA - Rafinha curte sucesso precoce no país da Copa
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segunda-feira, 05 de junho de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Enquanto o Brasil todo se volta para a Alemanha, esperando com ansiedade o início da Copa de 2006, um londrinense faz o caminho inverso e deixa o país-sede do Mundial para descansar com a família em Londrina. É o lateral-direito Rafinha, 20 anos, destaque logo em sua primeira temporada no Schalke-04, semifinalista da Copa da Uefa e 4º colocado no Campeonato Alemão 2005/2006. No final do ano passado, ele foi eleito para a seleção do campeonato.
Rafinha desembarcou no Brasil no último dia 22, passeou um pouco com a família e a namorada e está em Londrina desde semana passada. Na chegada, reencontrou o irmão Marcelo, 26, que também joga na Europa, mas lá nunca se cruzam. É que o segundo está há dois anos no time de futsal da Lazio, de Roma.
Rafinha retornará a Gelsenkirchen, onde mora, no dia 3 de julho, para se reapresentar ao Schalke. O primeiro jogo será dia 27, pela Copa da Alemanha. Perguntado por que não ficou na Alemanha para conferir alguns jogos da Copa no estádio, o jogador disse que preferiu descansar no Brasil e ver tudo pela tevê. ''Eu teria como ver a final, dia 9 de julho, mas não tem nenhuma chance de entrar como convidado, porque já está tudo lotado. E para ficar com a torcida teria que ir atrás de um ingresso, que deve estar sendo vendido pelos cambistas por uns 10 mil euros'', explicou.
O lateral se disse surpreso com a vaga de titular no Schalke, onde chegou em setembro de 2005, com o campeonato já em andamento. ''Para um jogador com apenas 19 anos estrear de cara num jogo da Champions League contra o PSV (Holanda) e fora de casa, foi uma coisa que me assustou, mas encarei com tranquilidade. Daí em diante não saí mais do time titular'', contou. Rafinha admite que se fosse meia ou atacante posições com muitos atletas no elenco não teria a mesma oportunidade no time. ''Lateral é uma posição carente na maioria dos times'', observou.
Seu time, o Schalke, que havia sido vice-campeão alemão em 2005, caiu num grupo forte na última Liga dos Campeões, pegando Milan, PSV e Fenerbahçe. Daí não passou de fase e entrou nos mata-matas da Copa da Uefa, na qual superou Espanyol, Palermo (Itália) e Sofia (Bulgária), mas caiu na semifinal diante do Sevilla, que se sagrou campeão.
No confronto contra o Sevilla, Rafinha reencontrou um antigo companheiro do Coritiba, o ala-esquerdo Adriano, que vem se destacando no time espanhol. ''Conversamos bastante e trocamos umas idéias sobre o rebaixamento do Coxa. Foi uma pena'', lamentou.
Rafinha, porém, não poupou críticas à diretoria alviverde, que não repôs os jogadores que saíram. ''Foram vendidos cinco atletas para o exterior e não houve reposição. Entrou uns 10 milhões de euros no caixa do clube e não se contratou. Daí a qualidade do plantel caiu muito e o time não teve condições de se recuperar''.
Ele citou as saídas do goleiro Fernando (Portugal), do zagueiro Miranda (França), dele e do lateral Adriano e também do atacante Alexandre (Arábia). ''E teve também a lesão do Marquinhos (meia), que operou o joelho e fez muita falta'', acrescentou.


