Paranaenses aceleram em etapa da Mitsubishi Cup
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segunda-feira, 07 de maio de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os potentes motores das máquinas ''feriam'' a terra vermelha a tal ponto de fazer levantar o sumo fértil do solo onde tudo que se planta brota. E faz nascer até velocidade. Quem duvida é porque não acompanhou a etapa londrinense da Mitsubishi Cup Sudeste, disputada na Fazenda Maragogipe, em Jaguapitã (46 km ao norte de Londrina).
Entre os 59 carros participantes, lá estavam 15 representantes paranaenses felizes por estarem correndo mais perto de casa. ''Correr aqui é a mesma coisa que jogar uma partida de futebol no estádio da cidade da gente'', comparou o navegador João Ângelo Tudino, que faz dupla com Plínio André Bérgamo Júnior, ambos de Arapongas.
Os dois esperavam que a torcida caseira pudesse fazer a diferença na disputa que travavam contra o relógio na categoria L200 RS. E a torcida deu resultado: a terceira colocação na categoria L200 RS. ''A vontade de correr mais perto de casa é a coisa melhor que tem'', confidenciou Bérgamo Júnior para logo admitir, no entanto, que a pista armada na Maragogipe não era a sua preferida. ''Com o tempo seco, a poeira atrapalha um pouco mas acaba dando mais segurança para andar'', destacou.
Na mesma categoria dos araponguenses, também correu a dupla de Irati, Miguel Agostinho Zarpellon, piloto, e João Guilherme Paiva, navegador. Com a pick-up número 17, eles enfrentaram os 31 quilômetros do circuito e as sequências de curvas bem mais à vontade do que se estivessem correndo longe da família e amigos. No final, conquistaram uma boa 5posição na L200 RS. ''Aqui tem terra boa, tempo bom e até o vento está ajudando a dissipar a poeira, que poderia incomodar'', analisou Paiva. ''É bem melhor (correr em casa) porque é mais perto, viemos de carro, na tranquilidade, sem o transtorno de ter de pegar avião'', disparou.
Na categoria Pajero TR4R, os maringaenses Antônio Reinaldo, no volante, e Márcio Marcantonio, tiveram trabalho para conseguir o melhor acerto para o carro, mas ainda assim estavam satisfeitos. ''Acho que tudo que a gente quer fazer tem que ser com seriedade, mas aqui a gente fala que correr sai mais barato do que tomar remédios ou pagar um leito de UTI'', brincou Reinaldo. Para ele e o companheiro, enfrentar as ''surpresas'' do traçado preparado pela organização seria ''igual enfrentar as surpresas da vida''.
Os elogios à pista encontraram eco também entre os organizadores. Tanto que esta foi a segunda vez consecutiva que a região recebeu e realizou uma etapa da Mitsubishi Cup. Junto às equipes, a idéia geral era de que o circuito de terra batida na antiga fazenda de café onde hoje se cultiva soja continuava sendo muito rápida. Por isso mesmo, exigia atenção redobrada de pilotos e navegadores.
Estes últimos, aliás, tiveram que pensar rápido para antecipar as muitas curvas - mais de 100 no total - para seus companheiros de equipe. A maioria conseguiu, mas alguns carros sucumbiram às armadilhas do terreno e se acidentaram. A boa notícia é que ninguém se feriu com gravidade.


