O torcedor paranaense voltará a ver o time da sua cidade na tela da tevê em 2005. Clubes e emissora entraram em acordo e o Campeonato Estadual voltará a ser transmitido no próximo ano.
O entendimento aconteceu ontem à tarde, quando uma comissão formada por presidentes de Malutrom, Roma, Engenheiro Beltrão, Coritiba e Atlético, que representa os 16 clubes que participarão da competição, se reuniram na sede da Federação Paranaense de Futebol (FPF), com diretores da empresa de marketing esportivo Ethis Sport, que coordenava as negociações com as emissoras de tevê.
A proposta aceita foi a da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afiliada à Rede Globo, que havia sido refutada no primeiro encontro, no dia 15 de outubro. Os valores não foram revelados pela empresa nem pela FPF, mas não devem ultrapassar os R$ 300 mil oferecidos inicialmente pela emissora, considerados ''esmola'', na época, pela maioria dos dirigentes.
A decisão de não revelar os valores foi tomada em uma decisão conjunta entre a comissão, a FPF e a emissora. ''Todos acharam que é o tipo de informação que não vai influenciar em nada'', justificou o consultor da Ethis Sports, Ocimar Bolicenho.
De acordo com o diretor da empresa, Hémerson Diniz, a expectativa é de arrecadar cerca de R$ 4 milhões em patrocínios, desde placas estáticas nos gramados até nos uniformes, dinheiro que seria dividido com os clubes, até como forma de compensação. ''O televisionamento aumenta a procura de cotas de patrocínio'', garantiu Diniz.
A TV Educativa também irá transmitir a competição, mas somente os vídeo-tapes dos jogos. O torcedor também terá a opção de comprar a partida que deseja assitir pelo sistema pay-per-view da NET. Os jogos serão transmitidos às quartas-feiras e aos sábados ou domingos.
A divisão não agrada aos clubes do interior. Atlético, Coritiba e Paraná Clube ficarão com 14% cada um do valor acertado com a tevê. A FPF receberia 8% e os outros 50% seriam divididos pelos 13 clubes restantes, cabendo a cada um 3,84%.
''Se eles conseguirem arrecadar esse valor (R$ 4 milhões), será bem vindo'', afirmou o presidente do Londrina, Agostinho Miguel Garrote, com uma certa desconfiança.

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