O engenheiro paranaense Mário Aílton Vicente Danna embarca hoje rumo ao Campeonato Mundial de Aeromodelismo de Voo Circular Controlado (VCC), que será realizado na cidade de Pazardzhik, Bulgária. A competição acontecerá entre 26 de agosto e 1º de setembro e reunirá cerca de 400 concorrentes de 35 países. Ele competirá na categoria F2A Speed, que consiste percorrer um quilômetro dividido em nove voltas no menor tempo possível controlando o aeromodelo por meio de cabos. Danna é o atual campeão brasileiro da categoria e está em 3º lugar no ranking nacional.
O aeromodelo de VCC é difícil de ser encontrado no Brasil e para montar um modelo desses é necessário conhecimentos sobre os materiais, como fibra de carbono ou titânio. ''As peças geralmente precisam ser adquiridas na Europa e um aeromodelo pronto custa em média R$ 3.740'', revelou o campeão brasileiro. Além disso, ele ressaltou a importância da aerodinâmica do projeto e informou que o aeromodelo possui apenas uma hélice, pois mais do que isso poderia atrapalhar no desempenho. Danna explicou que a única peça que vem pronta é o motor e o restante fica a cargo do praticante.
O engenheiro explicou que o voo circular controlado consiste na condução de um aeromodelo por intermédio de cabos. ''Aqui no Brasil conseguimos atingir a velocidade de 285 km/h, mas na Europa existem competidores que conseguem chegar a 300 km/h, diferença que pode ser atribuída a um maior intercâmbio entre os europeus'', expôs. Danna revela que não possui patrocínio e que as despesas da viagem serão custeadas com recursos próprios. ''Meu gasto para participar desse mundial ficará em R$ 6 mil'', revelou.
Danna informou que possui 62 anos de idade e que a idade média dos competidores na categoria gira em torno dessa faixa. ''Com a popularização dos aeromodelos por radiocontrole, os VCC acabaram restritos a pessoas mais velhas e isso é uma tendência que está acontecendo no mundo inteiro'', revelou.
Nascido em Jandaia do Sul (Norte), Danna pratica o aeromodelismo desde os 12 anos de idade, quando soube que uma fábrica de Apucarana fabricava motores para esse fim. Residente em Londrina há 47 anos, o engenheiro relembrou que o aeromodelismo VCC foi bastante popular em Londrina na década de 70, quando havia mais de 50 praticantes na cidade. ''Hoje existem 10 ou 15 praticantes, mas apenas eu participo de competições na cidade'', revelou.

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