Fazer carreira no futebol é o sonho de muitos meninos. Às vezes, nem mesmo quando eles crescem e ficam adultos o sonho acaba. É o caso de Robson Arroio, atacante de 27 anos, que embarcou para o Vietnã no início da semana mais uma vez em busca da realização do sonho. Depois de quase dois anos sem jogar profissionalmente, o atacante nascido em Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina), acertou contrato de oito meses com o ACB Hanói FC.
  ‘‘Saio com a esperança de ter um contrato que venha satisfazer esse esforço que esto fazendo’’, afirmou o jogador, que tem passaporte europeu e a esperança de arrumar um clube maior no Velho Continente.
  Revelado pelo extinto Atlético Londrinense, Robson se profissionalizou no Rio Branco de Paranaguá, mas foi muito cedo para Portugal. Com 19 anos, defendia o Estrela Amadora e, na hora do almoço trabalhava como barman em uma churrascaria. ‘‘Eu inventava umas caipirinhas e o povo gostava’’, contou.
  Robson ficou um ano e meio em Portugal e voltou para Londrina. Em 2004, estava jogando um torneio amador em Cambé e foi visto por um empresário mexicano. No México, atuou pelo União Iguala e Atlantineza, ambos da Segunda Divisão. Um ano depois, trocou o México pelo Equador. Passou pelo Deportivo Manta e depois pelo Deportivo Cuenca. Foi então que a carreira estacionou, novamente, devido a uma lesão no joelho, em 2006.
  De volta a Londrina, passou a treinar por conta no aterro do Lago Igapó e a jogar torneios amadores na região. Fez desfiles de moda, trabalhou como corretor de imóveis, até que surgiu a proposta para voltar a atuar profissionalmente no Vietnã.
  Robson disse que nada mais o assusta depois das proezas que teve nos países por onde andou. ‘‘Joguei na altitude e, quando terminava o treino, parecia que tinha apanhado de pau. No México, tinha que comer aquelas comidas apimentadas. Até no pirulito e no chiclete tinha pimenta. Comi grilo frito lá, parece um camarãozinho. O povo comia também aqueles bichos que parecem maria fedida. No Equador, comi preá (uma espécie de porquinho-da-índia). Os caras assavam o preá no maçarico’’. contou o atacante aventureiro, que usava músicas para se habituar ao idioma. ‘‘Gosto de aprender as línguas ouvindo música romântica, tipo Bryan Adams’’.

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