Paranaense nega que pressão tenha provocado erros
Guarulhos (SP) - Uma das principais jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei, a atacante Mari teve um excelente desempenho em toda a Olimpíada de Pequim, exceto na final. Diante dos Estados Unidos na decisão do ouro, a atleta errou uma série de passes, fundamento no qual ela vinha se destacando até aquele momento, causando calafrios na torcida.
De volta ao Brasil, a paranaense, porém, negou que tenha sentido a ''pressão'' de estar em uma final olímpica - quatro anos atrás, em Atenas, ela foi a melhor jogadora da semifinal contra a Rússia, onde marcou 37 pontos, mas não conseguiu converter a bola decisiva e o time nacional acabou ficando fora da decisão. ''Os erros de passe foram uma coisa totalmente tática. Não teve nada de pressão de ser final'', garantiu a atleta, que foi perseguida pelo time norte-americano. ''A Haneef-Park estava sacando longo. Como a mulher é muito grande, tem 2 metros, o saque não vinha morrendo, mas sim de cima para baixo. Qualquer um teria sofrido com aquilo. Não foi a nossa recepção que piorou: o saque delas é que melhorou'', explicou.
Depois de completar 25 anos justamente no dia da conquista da medalha de ouro, Mari agora quer cumprir a promessa de fazer uma tatuagem para comemorar o êxito. ''Já até falei com a Meg, que é uma amiga nossa de Hong Kong, para ela escrever vitória em chinês. É para não ter perigo de ninguém falsificar a nossa vitória (risos)'', brincou a atleta, que já tem sete tatuagens. ''Mas ainda não decidi o lugar desta'', completou.





