Paranaense enfrenta dois grandes desafios
Marcos Freitas
De Curitiba
O piloto paranaense Augusto Júnior tem duas importantes decisões a partir desta semana. Nesta terça-feira ele estará na França para testar um carro da Fórmula Campus e na próxima semana desembarca no Japão para a disputa da Copa do Mundo de Kart momentos decisivos na carreira de jovem curitibano, que com apenas 16 anos já aprendeu a ter que tomar grandes decisões.
Morando sozinho na Europa há dois anos, Augusto Jr. é um dos principais expoentes do kart nacional e internacional. Contratado pela equipe italiana CRG, ele vai disputar no próximo dia 28 em Suzuka, no Japão, a Copa do Mundo de Kart.
Porém, uma semana antes, outro acontecimento importante que pode mudar e alavancar a carreira do kartista vai acontecer: serão os testes da Fórmula Campus, no lendário circuito de Le Mans. Esta categoria que é disputada apenas na França, tem o patrocínio da empresa petrolífera Elf, que tem como objetivo o descobrimento de jovens talentos. A cada ano pilotos de vários países participam do campeonato.
O piloto ainda está comemorando o convite da empresa de combustíveis Elf para testar um fórmula. Segundo o piloto, os testes são a realização de um sonho. Sempre quis testar um Renault para iniciar meus conhecimentos entre os carros, conta. Para ele, os testes podem ser o início de sua escalada rumo ao topo A Fórmula 1.
Apesar deste teste na Fórmula Campus, Augusto não deverá correr na categoria, uma vez que seu objetivo é disputar o Campeonato Europeu de Fórmula Renault, certame que é disputado nas principais pistas européias e que é uma porta de entrada para a F-3, categoria mais potente.
Para a disputa da Copa do Mundo de Kart, no circuito de Suzuka, Augusto Jr. espera fazer uma boa prova e diz que está pronto para brigar pelo título, mesmo com pouco tempo para os treinos. Ele chega em Suzuka na terça-feira dia 23, apenas quatro dias antes da corrida e terá que se superar para fazer uma boa prova. Pelo menos a Federação Internacional de Kart faz justiça não deixando nenhum piloto treinar antes, disse Augusto Júnior. Afinal, para nós brasileiros, são oito horas de diferença no fuso horário, conta ele.





